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Arbitragem: União faz a força!

Luís Seguro/AJ - 30/07/2026 - 15:58

O bom ambiente e a união que se vivem no seio da família da arbitragem é para José Eusébio o grande legado do seu percurso à frente do CA da AF Castelo Branco.

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José Eusébio (à esq) no recente jornada de encerramento da época da arbitragem. Foto Luís Seguro

O bom ambiente e a união que se vivem no seio da família da arbitragem é para José Eusébio o grande legado do seu percurso à frente do CA da AF Castelo Branco. “Quando entrei, já lá vão uns anos, ninguém falava com ninguém”, disse no decurso da jornada de encerramento da temporada, realizada este mês em Idanha-a-Nova.

O presidente do organismo que tutela a arbitragem nesta região do país, asseverou que um dos grandes trunfos tem sido, precisamente, “criar união e com união fazemos o resto”.

No rescaldo de uma temporada “particularmente positiva”, José Eusébio destaca o facto de Castelo Branco ser das associações do país que não tem tido problemas com a realização dos jogos: “Todos os jogos têm sido feitos e esse ponto é fundamental para um bom gestor dos recursos humanos da arbitragem”.

José Eusébio frisa que, neste momento, “o essencial é que consigamos criar a retenção”. “Reter a gente jovem, com cursos, incentivos e que os mais ‘velhinhos’ consigam transmitir o que é a família da arbitragem. Para que quem chega se sinta bem e não desista”.

Com mais de meia centena de agentes do setor, a jornada raiana pôs os árbitros a jogar no Estádio Municipal de Idanha-a-Nova. E contou com a presença do líder nacional da associação de classe.

José Borges considerou a sua presença em Idanha-a-Nova de “interesse redobrado”. “Vir aos núcleos é sempre importante. É uma aproximação. Interesse redobrado porquê? Nós também sentimos, ao longo dos tempos, a tendência para estarmos mais próximos dos grandes centros. Às vezes esquecemo-nos um pouco do interior. E quem está aqui precisa do nosso reconhecimento, da nossa presença”.

O presidente da APAF é natural de Castelo Branco e defende que “o interior não é impeditivo de afirmação, de chegar ao topo. Têm de acreditar. E que sintam que nós estamos perto deles [dos árbitros]”.

NAFA Este encontro da arbitragem distrital resultou de uma parceria entre o CA da AF Castelo Branco e do Núcleo de Árbitros de Futebol Albicastrenses (NAFA). Hélio Tavares chegou há um ano à presidência do NAFA e tinha prometido que “iam ouvir falar de nós, bem ou mal”. Num breve balanço à margem da jornada que juntou os árbitros e os seus dirigentes, aquele responsável expôs: “Felizmente, têm ouvido falar por bem. Estamos cá para continuar. Este foi o segundo momento grandioso, depois do jantar de Natal. Já não se via há muito tempo esta participação”.

Particularmente, Hélio Tavares vem de uma época “a roçar a perfeição”. E explica: “Fazia equipa com o Paulo Afonso, que sobe à Liga 3. O Igor [Ribeiro] vai prestar provas e fica em 1.º lugar, ascendendo à categoria profissional. E eu subo, novamente, aos quadros da federação. Sim, foi uma excelente temporada”.

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