Desde sempre, o grande objetivo do ser humano foi ser feliz e, tendo cada vez menos tempo para o lazer, as pessoas procuram ser felizes no trabalho.
A temática da felicidade no trabalho tem ganho importância no mundo organizacional, empresarial e não só, o que tem levado a uma procura de técnicas, metodologias, processos que visam uma maior conexão entre o profissional e a instituição. Esta ligação é fundamental, uma vez que, cada vez mais, os profissionais buscam o seu bem-estar valorizando as relações humanas em detrimento da condição financeira. Há quem argumente que, por vezes, os incentivos financeiros diminuem o estado de felicidade em vez de o aumentar.
Mas, se a felicidade no trabalho depende de algo tão básico como as relações entre semelhantes, porque é que há tantas pessoas insatisfeitas, muitas mesmo infelizes, no seu local de trabalho?
Independentemente das razões, que podem ser as mais variadas, se as relações laborais tiverem por base valores de respeito, solidariedade, motivação e responsabilidade, os pequenos incómodos diários diminuirão significativamente e os fatores de satisfação aumentarão.
Por outro lado, um elogio pode transformar o seu dia-dia. Por vezes os líderes não reconhecem as competências dos seus profissionais, não valorizam os seus conhecimentos, e mais facilmente dão uma reprimenda que um elogio. É essencial que os chefes reconheçam o valor dos seus recursos humanos e que a socialização é fundamental para estabelecer relações de empatia, que conduzem à necessária cooperação, interligação e responsabilização nas instituições.
As organizações querem que os seus líderes, não só sejam pessoas com conhecimentos atualizados sobre o mundo laboral, mas que também tenham “coração”, capazes de sair da sua “zona de conforto” e trabalhar em equipa. Os novos contextos sociais e organizacionais exigem profissionais com capacidade de resolver os problemas, sem receio de perder a sua posição profissional, promovendo, assim, uma boa organização institucional.
As instituições onde impera o assédio moral, o autoritarismo, a falta de respeito pelos profissionais ou a depreciação do seu trabalho, nunca serão instituições de sucesso, uma vez que a infelicidade e a insatisfação originam perturbações que podem ter graves consequências, quer para elas quer para os seus colaboradores.
Por vezes, para quem está de fora é mais fácil denunciar, pois quem vive uma experiência traumática no trabalho, fica numa posição emocional frágil, quer pela humilhação sofrida quer pelo receio de ficar numa situação profissional precária.
Cabe aos superiores hierárquicos defenderem os elos mais fracos, proporcionando lideranças competentes e selecionando pessoas de acordo com a sua adequação ao trabalho.
Como cidadãos cabe-nos defender uma cultura onde predomine o apoio e o respeito social.