D. Pedro Fernandes particiou em encontro dos bispos com o Papa Leão XIV.
“Um encontro muito interessante e de muita proximidade, onde os bispos puderam colocar perguntas ou partilhares reações e preocupações”. Foi deste modo que o bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, D. Pedro Fernandes, descreveu o encontro dos bispos com o Papa Leão XIV, no final da formação em Roma, onde participaram novos bispos de todo o mundo. D. Pedro Fernandes fez, no final “um balanço muito positivo”, em declarações à Agência Ecclesia e Renascença.
O Papa Leão XIV reforços os alertas sobre o desenvolvimento galopante da Inteligência Artificial (IA), lembrando que “os desenvolvimentos das tecnologias da comunicação e da inteligência artificial abriram possibilidades que, até há poucos anos, nem sequer teríamos imaginado, mas, certamente, não podem libertar a humanidade do pecado e das suas consequências: demonstram-no tragicamente as crises que ela atravessa”. Este tema já tinha sido abordado pelo sumo pontífice na encíclica Magnifica Humanitas, onde sublinha a importância de não se perder a humanidade dos atos. “Encorajo-vos a promover nas vossas dioceses percursos de reflexão e de diálogo, a fim de formar e apoiar quantos se desejam empenhar ao serviço da civilização do amor”, instou o Papa.
Na informação divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé, o Papa encontrou-se com 147 bispos dos cinco continentes, incluindo D. Pedro Fernandes, o único português. Em comum têm o facto de ter sido nomeados no último ano, participando, por isso, num curso de formação promovido por vários organismos do Vaticano. Leão XIV destacou que “nenhum bispo caminha sozinho”, exortando-os a exercerem a sua autoridade como um serviço de amor. “Amai as pessoas que o Senhor vos confiou. Aprendei os seus nomes, escutai as suas histórias, entrai, sempre que puderdes, nas suas casas, rezai com elas. Especialmente nas jovens Igrejas, muitas vezes a presença do bispo diz muitíssimo, antes mesmo das suas palavras”, referiu, reiterando que “o bispo missionário tem um coração aberto a todos: não apenas àqueles que frequentam as paróquias, mas também aos cristãos de outras confissões, aos crentes de outras religiões, às pessoas que não professam uma fé, a todos os homens e mulheres de boa vontade”.