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C. Branco: Reabertura do miradouro ainda não está à vista

Reconquista - 12/08/2026 - 18:50

Câmara fala em obra complexa devido ao reservatório de água. Oposição compreende as razões, mas não o atraso.

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No local não há informação sobre o fecho. Foto Reconquista

Sete meses depois da tempestade Kristin, o miradouro de São Gens, na zona história de Castelo Branco, continua fechado a visitantes. A demora da reabertura levou a principal força da oposição no executivo albicastrense a questionar a situação, numa altura em que aos turistas se juntam os que regressam a casa para passar as férias. Uma situação que para a vereadora Margarida Lourenço Duarte, do Sempre por Todos, é “difícil compreender”.

A coligação PSD-CDS reconhece que a tempestade tenha provocado danos significativo e que a segurança deve estar em primeiro lugar, mas tendo decorrido vários meses “aquilo que os albicastrenses esperam é saber qual é o plano, o que falta fazer e quando poderão voltar a usufruir deste espaço", exigindo clareza nos prazos para a reabertura.

Margarida Lourenço Duarte diz ainda que o miradouro “não é um caso isolado” e aponta como exemplo o estado do cemitério de Castelo Branco “onde permanecem visíveis os estragos provocados pela tempestade Kristin, com campas danificadas, muros destruídos, árvores abatidas e zonas que continuam a aguardar uma intervenção efetiva”.

No dia seguinte à divulgação deste comunicado, a Câmara Municipal de Castelo Branco respondeu pela mesma via, embora nunca se referindo à iniciativa da oposição. O município, através da vice-presidente Sónia Mexia, justifica que o espaço foi encerrado imediatamente após o temporal “devido à queda de árvores, à instabilidade dos taludes e às condições de risco criadas pela intempérie, tornando inevitável a sua interdição por razões de segurança”. Foi feita uma primeira limpeza, mas permanecem no local “cepos de grandes dimensões, muros derrubados e outros materiais cuja remoção exige uma intervenção especializada”. O atraso deve-se, segundo Sónia Mexia, à “elevada complexidade técnica da intervenção”, devido ao declive e ao facto de o miradouro estar assente no reservatório de água que abastece a cidade, o que dificulta a utilização de maquinaria pesada.

“Uma intervenção precipitada ou inadequadamente executada poderia comprometer a integridade estrutural do reservatório, colocando em causa uma infraestrutura essencial ao abastecimento público de água e afetando milhares de pessoas”, alega. A Câmara Municipal de Castelo Branco não avança com uma previsão para a reabertura do miradouro, mas diz-se “totalmente empenhada” na mesma.

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