Este site utiliza cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Saiba mais

Carlos Xistra: "O pior que pode acontecer é ver o jogo a escapar"

Artur Jorge - 07/05/2016 - 9:00

O internacional do distrito partiu da relação árbitro/treinador para tocar em pontos cruciais da função. Não entende como é possível ter imagens em direto nos bancos.

Partilhar:

Carlos Xistra falou para os árbitros do seu distrito (foto Jornal Reconquista)

"O pior que pode acontecer a um árbitro é ver o jogo a escapar-lhe". Esta foi uma das frases fortes de Carlos Xistra no final da última semana, em Castelo Branco, numa tertúlia com árbitros de futebol, promovida pelo Núcleo de Árbitros de Futebol Albicastrenses (NAFA).

O mais categorizado juiz de campo de sempre do distrito de Castelo Branco, partiu da relação "árbitro/treinador" para falar da função e alertar a jovem plateia para conteúdos fundamentais no desempenho da função. Consistência, capacidade de decisão imediata, equilíbrio e robustez emocional, lucidez, confiança e integridade, "acima de tudo" - acentuou - são itens indissociáveis à atuação de um árbitro.

Quando se alcançam patamares como aqueles onde Carlos Xistra gravita, outra janela se abre: "uma boa comunicação é fundamental. É preciso cuidado no que se diz, como se diz e a quem se diz. Isto trabalha-se". Ele próprio teve o cuidado de melhorar este aspeto desde o incidente com o treinador vimaranense Sérgio Conceição, já esta temporada.

A relação árbitro/treinador nem sempre é pacífica. O internacional do CA da AF Castelo Branco explica porquê: "cada um, na sua função, é líder. É natural que haja confronto de ideias entre chefes de equipa". Xistra entende o protesto dos treinadores e considera até que "a maioria não faz por mal, mas porque acha que tem razão". E na sequência, sublinha: "nós árbitros só não ganhamos os três pontos, mas queremos sempre ganhar o nosso jogo".

O que tem mais dificuldades em aceitar, sendo mesmo contra, é a presença de imagens em direto nos bancos: "é uma falta de ética estarem elementos com tablet nos bancos. Em Portugal é permitido".

Carlos Xistra promete voltar a estas conferências e emprestar a sua experiência àqueles que estão agora a dar passos que o covilhanense deu nos primeiros anos da década de 1990. Tiago Gonçalves, em nome do NAFA, fala em "momentos privilegiados de aprendizagem" a possibilidade de contar com esta disponibilidade.

 

COMENTÁRIOS