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Castelo Branco: Apoios aos lares foram debatidos no executivo

José Júlio Cruz - 23/07/2026 - 14:30

Câmara atribuiu apoio de um milhão de euros a distribuir equitativamente entre os lares de Sagueiro do Campo e de Escalos de Cima, ambos em construção.

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A Câmara de Castelo Branco atribuiu um apoio de um milhão de euros a distribuir equitativamente entre os lares de Sagueiro do Campo e de Escalos de Cima, ambos atualmente em construção. Os apoios foram aprovados, o primeiro por maioria com o voto contra na Iniciativa Liberal (IL) e o segundo por unanimidade.

As circunstâncias em que estas construções foram iniciadas são substancialmente diferentes, já que o lar de Escalos de Cima conta com um financiamento do PRR e o de Salgueiro do Campo está a ser edificado pela câmara, depois de um rocambolesco processo que Reconquista noticiou oportunamente.

A oposição no seio do executivo fala da necessidade da constituição de um regulamento de apoio às IPSS e o voto contra da IL (“nada temos contra esta infraestrutura, mas a forma como o processo está a ser conduzido”, disse José Henriques) e uma declaração da coligação Sempre por Todos, em que Fernando Micaelo explicou o porquê do voto favorável à atribuição do apoio a Salgueiro do Campo, com base num contexto em que “seria incoerente colocar agora em causa uma obra na qual a própria autarquia já investiu recursos públicos”, mas considerando que “este processo reforça a necessidade de o município concluir, com urgência, o Regulamento Municipal de Apoio às IPSS”, obrigou a que o presidente do município viesse efetuar o «histórico» dessa situação.

Resumidamente, Leopoldo Rodrigues lembrou que durante décadas “aquela infraestrutura funcionou desenquadrada legalmente” e que só depois da sua tomada de posse a mesma foi notificada pela Segurança Social de que teria de terminar atividade. “Uma situação difícil que foi necessária resolver de um dia para o outro”, como frisou o autarca.

Como o centro social não tinha capacidade de pagar a obra, houve uma candidatura inicial ao Programa PARES que, entretanto, não se efetivou por falta de entrega em tempo útil de documentação, numa altura em que os apoios do PRR também já não se encontravam disponíveis para candidatura. O município declina responsabilidades neste imbróglio como foi noticiado à época, mas o certo é que, como diz o povo, «ficou com o bebé nos braços» e como o presidente da edilidade albicastrense reconhece “a situação do centro social era muito difícil e sem o apoio da câmara municipal aquela obra nunca se iria realizar”.

COMENTÁRIOS

JMarques
6 Horas atrás
Alguém teve responsabilidades, apesar deste tipo de necessidades, não se pode branquear tudo.