Este site utiliza cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Saiba mais

Castelo Branco: Bastonário diz que ULS está preparada para o calor

José Júlio Cruz - 09/07/2026 - 15:26

Carlos Cortes garantiu que “se a Ordem percebesse que as coisas não estavam a ser feitas de forma adequada, estaria aqui a apontar falhas". 

Partilhar:

Pormenor da visita a um dos serviços

O Bastonário da Ordem dos Médicos efetuou uma visita à Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco, nomeadamente ao Hospital Amato Lusitano na cidade albicastrense e à unidade de Proença-a-Nova, no âmbito de um périplo que realizou a propósito da onda de calor que afetou o país há uns dias.
No sábado, Carlos Cortes referiu aos jornalistas à saída do hospital albicastrense que encontrou as unidades de saúde visitadas “dentro do que era o esperado, está tudo a correr bem”. Tratou-se de uma mensagem de tranquilidade. Isto é, “as várias instituições têm os seus planos de contingência, têm previsibilidade, estão preparadas, mas não propriamente apenas este ano e neste momento, já conhecem este impacto do calor nesta altura do ano e, portanto, já há aqui hábitos de proteção”.
Chamou, no entanto, a atenção para dois aspetos que considerou muito relevantes: as pessoas isoladas e os lares. “São dois bons exemplos de uma preparação que é extremamente necessária (…) tendo em consideração que no nosso país duas mil pessoas morrem todos os anos por causa do calor. (…) Não há nenhuma outra situação em que morra tanta gente, nem na estrada”, realçou. 
Carlos Cortes deixou a garantia de que “se a Ordem dos Médicos percebesse que, neste momento, as coisas não estavam a ser feitas de forma adequada, eu estaria aqui a apontar exatamente as falhas, mas também entendemos que é um momento em que todos devemos estar unidos, devemos estar juntos e depois, no final de tudo isto, logo se fará um balanço”.
Sobre a tão propalada falta de médicos no Serviço Nacional de Saúde, reconheceu que o problema existe e que “enquanto isso não for levado a sério, enquanto não houver medidas substanciais e concretas para atrair os médicos para o SNS, quem diz médicos, obviamente, outros profissionais de saúde, nós vamos ter sempre estas dificuldades, em todos os momentos do ano”.
Sobre o tema da onda de calor também se pronunciou o presidente da ULS de Castelo Branco. Rui Amaro Alves declarou aos jornalistas na mesma ocasião que “importa, acima de tudo, dizer que nós temos o plano de resposta sazonal preparado há bastante tempo e aquilo que é o nível de resposta e de prontidão que temos hoje está adequado ao nível de contingência”. 
“Estamos no nível de contingência 1, no país passou para 2 em alguns municípios, mas nós transmitimos que continuamos no nível 1. Não é necessário, face àquilo que é a procura e à posição que temos sobre recursos, subir o nível de contingência”, garantiu, uma vez que, como explicou, “estamos a dar uma resposta capaz e adequada àquilo que é a procura que se faz dos serviços de urgência, dos serviços hospitalares e dos cuidados primários”.
Em termos de recursos humanos disponíveis, referiu que “o Conselho de Administração da ULS tem estado reunido esta semana para garantir aquilo que são os recursos indispensáveis para uma resposta que eventualmente venha a ser mais exigente”. 
Portanto, para já, se não houver nenhuma alteração do atual quadro, “estamos preparados também, eventualmente, para uma subida do nível de contingência, embora reconheçamos que a nossa capacidade e a capacidade do Serviço Nacional de Saúde são limitadas”, referiu a concluir.

COMENTÁRIOS