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Castelo Branco: Casa da Memória Judaica abre portas

João Carrega - 11/11/2016 - 11:14

A casa fica na rua das Olarias e é inaugurada pelo ministro da Cultura, Luís Castro Mendes.

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A casa fica na rua das Olarias. Foto João Carrega/ Reconquista

A Casa da Memória Judaica em Castelo Branco, situada na rua das Olarias, é inaugurada esta sexta-feira, dia 11, pelo ministro da Cultura, Luís Castro Mendes.

O novo espaço museológico, que resulta de um investimento da câmara albicastrense, surge dividido em diferentes áreas e pretende  retratar a presença judaica na cidade, bem como distinguir algumas personalidades como Amato Lusitano ou Afonso de Paiva, entre outros.

A nova estrutura fica instalada num conjunto de edifícios adquiridos pelo município albicastrense há alguns anos e que preservam a muralha existente no seu interior.

O espaço pretende valorizar a presença judaica na cidade e acolherá a história da fundação da judiaria de Castelo Branco, os rituais, a inquisição e a memória de grandes judeus albicastrenses.

Luís Correia, presidente da autarquia, explica a importância desta nova estrutura que mostra uma parte importante da história da cidade, apresentando a zona antiga da cidade, os seus portados quinhentistas e a presença da memória judaica.

Neste espaço será também possível observar uma maquete de Castelo Branco quinhentista e a sua ligação aos portados, bem como artefactos ligados aos judeus.

Na Casa, os visitantes são ainda convidados a percorrerem um «túnel escuro» onde a questão da inquisição e da tortura são retratadas.

Os nomes dos judeus albicastrenses que a inquisição condenou surgem evidenciados num painel, sendo possível através de um sistema virtual saber a informação sobre cada uma dessas pessoas.

"É um espaço muito bonito, com qualidade, que permite uma interação com os visitantes", diz Luís Correia.

Os judeus albicastrenses ilustres vão ter o seu espaço.

"Vamos ter uma maquete da estátua de Amato Lusitano idêntica à que está instalada na cidade, feita pelo mesmo autor. Por outro lado, vai também ficar nesta Casa a maquete da Fortaleza Quinhentista, produzida por Júlio Vaz de Carvalho".

O autarca recorda que o edifício foi adquirido pela câmara albicastrense, na altura presidida por Joaquim Morão, tendo sido requalificado, e agora apetrechado com todo o equipamento necessário à Casa da Memória Judaica.

O edifício terá também um espaço para conferências e uma zona de consultas de documentos. A Casa da Memória Judaica vai fazer parte da rede de espaços culturais do concelho, como o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Museu Cargaleiro, Museu do Canteiro, Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, Antigo Edifício dos CTT, os futuros museus dos Têxteis (Cebolais de Cima/Retaxo), da Seda (na APPACDM), Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco ou a Fábrica da Criatividade, entre outros.

COMENTÁRIOS

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à muito tempo atrás
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José Zêzere Barradas
à muito tempo atrás
Penso que mais se poderia escrever acerca da comunidade judaica que viveu em Castelo Branco. A sinagoga da rua de Santa Maria por exemplo deveria ser referenciada. Mas ainda hoje vivem Judeus na cidade de Castelo Branco, mas no anonimato.