Jovens de BC Branco e Desportivo experienciaram a variante de 9 (Foto Jornal Reconquista)
A Associação de Futebol de Castelo Branco (AFCB) está a equacionar a possibilidade de introdução do futebol de 9 no seu quadro de competições já na próxima temporada. A vingar esta hipótese, que terá de merecer a aprovação dos clubes filiados, o escalão eleito será o de sub-13 (infantis A).
Foi feita uma primeira experiência no último fim-de-semana entre o Desportivo e o Benfica e Castelo Branco. O Alcains estava "convocado" e não compareceu. Os treinadores aprovam a implementação desta variante.
"Há associações onde já se joga o futebol de 9. É o caminho a seguir. O que seja para melhorar não é mal replicar. A experiência que aqui fizemos foi positiva. Os miúdos ainda têm alguma dificuldade na dimensão do campo, mas dão um grande pulo nas férias e dentro de meses estão mais crescidos", refere João Fazenda, coordenador do futebol juvenil do BC Branco.
A transição do futebol de 7 para o futebol de 11 "é complicada", diz este técnico. Por isso aprova a implementação do "meio termo" nos sub-13. Até aqui a equipa B de iniciados tem constituído a ponte.
Também Fábio Sanches, do Desportivo de Castelo Branco, se revê no futebol de 9 como antecâmara da disciplina universal. Os infantis B dos dois emblemas albicastrenses serviram de cobaia ao tubo de ensaio e notaram-se algumas dificuldades em estender o jogo. Mas em infantis A é pertinente "e, se calhar, até num primeiro ano de iniciados", para aqueles em que o pulo maturacional não é tão pronunciado.
Do 7 para o 11, "o espaço à proporção é quase o dobro. Alguns ainda não estão num nível para poderem jogar aquele jogo e acabam por desistir". Por isso, Fábio Sanches vê com bom olhos a introdução da nova variante nos infantis A e até num primeiro ano de iniciados.
A componente logística, sobretudo ao nível da marcação dos campos, poderá constituir um obstáculo, mas João Fazenda entre "prós e contras" vê muitos mais aspetos positivos. O seu homólogo do Desportivo vê aqui "um problema".
Na experiência realizada as balizas foram colocadas no limite das grande áreas do futebol de onze e as áreas definidas com sinalizadores, "o que não é oficial". Os árbitros também sentiram algumas dificuldades. Fábio Sanches considera que a AFCB "tem de preparar melhor e adequar alguns aspetos" neste processo.