Moção foi apresentada em conferência de imprensa
A Distrital de Castelo Branco do PSD encarregou a jovem Camila Torgal de proceder à apresentação da moção que irá levar ao 43.º congresso do partido que se realiza dias 20 e 21 em Anadia. Com 23 anos, natural desta região e estudante de mestrado na UBI, a jovem pertence à JSD e terá a seu cargo a responsabilidade de levar aos congressistas a proposta temática sufragada no seio da comissão política e que tem como tema «Acreditar no interior por um Portugal maior».
Manuel Frexes, presidente deste órgão distrital, justifica a aposta em camila Torgal por ser “um sinal que queremos dar ao partido e ao país”. “O Futuro passa por fazer um caminho de aposta nos jovens”, referiu numa conferência de imprensa realizada sábado na cidade albicastrense.
A distrital do partido está consciente de que “sem o interior, Portugal perde território económico, capacidade agrícola e florestal, segurança alimentar, água, energia, património, identidade e soberania”. Mas, “perde também espaço para crescer de forma sustentável, equilibrada e duradoura”. Manuel Frexes procedeu à apresentação do documento, onde também se expressa que, “contudo, o despovoamento não é uma inevitabilidade, é uma escolha política reversível”. “Os grandes centros urbanos sufocam com habitação inacessível, congestionamento e sobrecarga de serviços públicos, enquanto o interior dispõe de espaço, recursos estratégicos, instituições de ensino superior, qualidade ambiental e condições únicas para acolher novas centralidades económicas”, como também referiu.
É neste sentido que se apresentam propostas para que o PSD assuma como prioridade nacional uma agenda integrada para o interior. “O desafio não é convencer os jovens a regressar, é criar as condições para que possam escolher ficar”, conclui-se. E, para que isso possa acontecer a médio/longo prazo o caminho tem de ser trilhado desde já em setores como a habitação, a fiscalidade, a política industrial, infraestruturas, investimento público e privado e representatividade democrática.
A moção tem propostas sectoriais que vão da chamada economia da água às infraestruturas públicas das grandes obras, tudo numa perspetiva de coesão nacional e de criação de emprego. Manuel Frexes entende como prioritário “o investimento quer público quer privado, projetos estruturantes, com verdadeira vontade política para que sejam executados em tempo oportuno e que isso contribua também para motivar os investidores”. “Se os projetos demoram muito tempo, os investidores vão para outras paragens”, refere.
Ou seja, o PSD local quer que o PSD nacional olhe de facto para esta região com a vontade política de a alavancar com verdadeiras políticas de desenvolvimento.” “Da nossa parte queremos que isso aconteça e temos aqui uma boa oportunidade de verdadeiramente contribuir para um Portugal maior”, realça, aludindo ao lema do partido. “Um país que abandona metade do seu território abandona metade do seu futuro. A coesão territorial não é um tema regional: é uma condição de justiça, competitividade e soberania nacional”, contextualiza o próprio texto da moção.
Os objetivos da moção incidem também na necessidade de que o interior seja reconhecido como território estratégico e se reforce o poder efetivo dos municípios com mais competências, sobretudo ao nível do licenciamento e aceleração das revisões do PDM; Revisão da Lei das Finanças Locais que reforce os meios financeiros para os novos desafios e oportunidades; Garanta fiscalidade diferenciada e permanente para famílias, trabalhadores e empresas que vivem, trabalham ou aqui invistam; Mobilize habitação pública, reabilitação urbana e incentivos à primeira habitação; Priorize ferrovia, rodovia, conectividade digital e ligações transfronteiriças; Execute uma política industrial com distribuição espacial, articulando a localização das instituições de ensino superior, a dimensão transfronteiriça e a internacionalização de start-ups; Reforce o ensino superior, a ciência, a tecnologia, a inovação empresarial e os centros de I&D no Interior; e se assegure que qualquer alteração à lei eleitoral salvaguarde uma forte representação dos territórios do Interior, com garantias de que as decisões nacionais reflitam a diversidade geográfica do país.