Entusiasmo dos cromos chegou à Boa Esperança
São 172 os cromos que integram a caderneta oficial da Associação Recreativa da Boa Esperança 2016/2017, apresentada sábado, dia 7 de janeiro, no pavilhão do clube. Esta iniciativa celebra a diversidade da coletividade, pois espelha toda a atividade da mesma no que à modalidade de futsal diz respeito. Neste formato colecionável "somos todos cromos, desde atletas, treinadores, técnicos, dirigentes, bem como os principais símbolos do clube, como a bandeira, o símbolo, a camisola comemorativa dos 40 anos, o troféu de vencedores do campeonato da terceira divisão há 10 anos, as infraestruturas, está tudo nesta caderneta", afirma José Henriques, presidente da direção da coletividade.
Esta iniciativa, "marca também uma viragem daquilo que queremos ser enquanto associação. Não queremos ser só um clube de futsal, mas algo virado para a comunidade, para a população juvenil, para os nossos miúdos e esta caderneta espelha isso", reitera, lembrando que aos 130 atletas se somam "260 pais, quase mil avós, pelo que os fins-de-semana são preenchidíssimos, de sexta-feira à noite até ao domingo e é tudo isso que queremos mostrar à cidade de Castelo Branco".
Promover estes cromos é também "uma forma de cativar mais jovens para a prática desportiva e termos mais miúdos a jogar futsal. E sentimos, isso, pois um miúdo que joga aqui vai dizer aos amigos na escola que joga na Boa Esperança, sente orgulho nisso e nós também nos sentimos muito orgulhosos com esse resultado". Resultados que se traduzem em números. "A academia vai crescendo de ano para ano. Há três anos, quando assumi a presidência, tínhamos 12 miúdos, uma equipa de formação. No primeiro ano da academia tivemos 80, no segundo ano cerca de 100 e neste terceiro ano de atividade já ultrapassamos os 110. Temos sete equipas, mais a representação sénior, num total de 130 atletas federados. Não há outro clube no distrito com tantas equipas de formação como a Boa Esperança", explica José Henriques.
Os resultados são resultado também "de um esforço enorme de todos. Vamos aprovar as contas e pelo primeiro ano, desde que sou presidente, alcançamos os 100 mil euros de receitas, sem que tenham aumentado os subsídios. É algo que é inacreditável para uma associação desta dimensão. Quando cheguei andávamos à volta dos 50 ou 55 mil euros, por isso, praticamente duplicamos as receitas. Claro que também aumentaram muito as despesas, como é óbvio, porque tudo isto custa muto dinheiro ao clube, aos diretores, aos pais dos miúdos, mas esta atividade é boa para a cidade, faz bem e queremos mostrar que estamos vivos e continuar a crescer".
A caderneta e os cromos estão à venda na Boa Esperança e em algumas tabacarias e papelarias da cidade (informação disponibilizada na caderneta) e um sexto do seu valor reverte para a associação, "o que vai ajudar também o clube em termos financeiros". Além da promoção, o objetivo é que os miúdos completem a caderneta pois com isso ainda recebem prémios, nomeadamente um tablet e várias peças de merchandising da Boa Esperança, "tudo para mostrar que a coletividade está a crescer".