“Quando a luz do teu corpo me cega” é o título do livro de poesia de Gonçalo Salvado, ilustrado com desenhos originais de Álvaro Siza Vieira, que presta tributo a Eugénio de Andrade.
Livro é ilustrado com desenhos originais de Siza Vieira
“Quando a luz do teu corpo me cega” é o título do livro de poesia de Gonçalo Salvado, ilustrado com desenhos originais de Álvaro Siza Vieira, que presta tributo a Eugénio de Andrade, estando prevista a sua apresentação na galeria do Centro Português de Serigrafia do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, em 2023, no âmbito do centenário do poeta que nasceu na Póvoa da Atalaia.
O livro terá a chancela da RVJ Editores e uma edição especial em Braille, que se chamará “Luminea”, que incluirá um desenho de Siza Vieira gravado em relevo (com a colaboração da ACAPO), ambas as edições são apoiadas pela Câmara Municipal de Proença-a-Nova.
Três serigrafias, numeradas e assinadas por Álvaro Siza Vieira, acompanharão a duas primeiras edições do livro, feitas a partir de imagens selecionadas pelo arquiteto e pelo diretor do Centro Português de Serigrafia, João Prates. Estará ainda patente na altura, na galeria, uma mostra de desenhos de Álvaro Siza Vieira que ilustram a obra.
“Escolhi e esperei por este contexto porque sei que Siza Vieira foi grande amigo de Eugénio e ambos têm nas suas obras uma grande ligação ao tema da luz”, esclarece Gonçalo Salvado, reconhecendo que este é também um tributo ao que considera “o maior poeta do amor do século XX português”, de cuja poesia recebeu influência.
“Este meu projeto sob o signo da poesia, da luz e da cegueira, que engloba a publicação de dois livros de poesia (um deles com a colaboração da ACAPO) a edição de três serigrafias e de uma exposição, e que tenho vindo a divulgar nos meios de comunicação desde há uns meses a esta parte, já teve repercursões ainda antes de ser concretizado. Depois de ter posto em marcha a sua divulgação, há quem nele recentemente se tenha inspirado, num projeto que em tudo lhe é semelhante, o que só vem sublinhar o valor da sua originalidade”, destaca Gonçalo Salvado.