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Covid-19. Mais responsabilidade, melhor prevenção!

Bruno Trindade - 22/10/2020 - 8:06

Apesar de ainda se procurarem explicações para a sua origem, a realidade é que o Covid-19 tornou-se numa doença pandémica que se espalhou, muito rapidamente, colocando novas preocupações na forma de viver e conviver no dia-a-dia do ser humano.
Se o uso de uma máscara, para a prevenção da sua transmissão, foi amplamente adotado pela população, as restantes medidas de prevenção – lavagem das mãos, distanciamento social e quarentena – nem sempre reúnem o consenso geral. Não obstante tendo-se mostrado as formas mais eficazes para reduzir a transmissão, estas medidas vieram expor fragilidades da sociedade, criando instabilidade, num mundo cuja sensação de “domínio” foi subitamente abalada. 
Sem diminuir a relevância que outras áreas, como a saúde ou a segurança, têm no combate à pandemia, cabe à Educação “ensinar” a importância de cumprir as medidas da Direção-Geral da Saúde e como atuar de forma responsável, desenvolvendo, neste período conturbado, respostas para ser possível efetuar as atividades de uma forma mais autónoma e individual, com precaução e sem prejuízo pela vida e saúde do ser humano.
Assim, as Escolas têm um papel fundamental neste processo de pandemia, garantindo a segurança dos alunos, com circuitos fechados, entradas e intervalos faseados, para que os diferentes grupos se cruzem o menos possível, garantindo a segurança num sistema de “bolha”. Optando por um sistema de “bolha” procura-se minimizar os riscos, garantir segurança à comunidade e tranquilizar os pais. 
As várias instituições e associações deviam gerir-se pelo mesmo princípio da Escola – sistema de “bolha” – procurando manter as mesmas varáveis, para diminuir os riscos para a sociedade, famílias e para as próprias crianças. É importante continuar a realizar as atividades que tanto nos dão prazer, mas agora de uma forma mais controlada e com procedimentos específicos, com o objetivo de travar a pandemia. 
Se por um lado as pessoas necessitam de conversar, socializar, divertir-se, por outro lado não vale a pena arriscar a saúde pública nesta fase tão importante para o ser humano. Arriscar um novo encerramento dos estabelecimentos de ensino acarreta consequências para toda uma sociedade e, em última instância, para todo um país.
Esta necessidade de o ser humano se reorganizar numa “nova normalidade” exige um envolvimento político, educativo e social, sobrepondo o sentido humanista e solidário num mundo economicista em constante transformação. 
É vital cumprir as normas comportamentais para minimizar os riscos de contágio. Mais responsabilidade…melhor prevenção!

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