Agora baixem as “armas”, respeitem a decisão de quem mais ordena, o povo, e mostrem a razão dessa confiança. Vem este desafio a propósito das tomadas de posse dos nossos autarcas sufragados nas eleições de 12 de outubro, que ocorrem por estes dias.
O que se pede, aquilo que todos esperamos, é que os escolhidos estejam à altura dos desafios que se colocam e que o “bate-bola” eleitoral das redes sociais tenha sido apenas uma questão menor e nada relevante para a necessidade das populações.
Os temas verdadeiramente estruturantes são aqueles que impactam, diretamente, na qualidade de vida das nossas gentes. A crise da habitação, verdadeira tormenta para os nossos jovens; a retenção da nossa mão de obra qualificada com a criação de postos de trabalho que valorizem as competências; medidas que invertam a fragilidade no acesso aos cuidados de saúde; os incentivos à valorização dos negócios locais; o IC31; serviços públicos mais colaborantes e funcionais, lares que possam dar resposta à procura…
No fundo, a boa utilização dos dinheiros públicos! Com visão estratégica. É isto que se pede a quem mereceu a confiança de nos dirigir: a nós e aos nossos territórios. Também a valorização da cultura, do lazer e do desporto. Do bem-estar físico e social.
Agora, se a fonte dá mais ou menos luz; se vem esta ou aquela loja; se é paralelo em vez de alcatrão; se vem este em vez daquele artista… Deixem lá isso para quem aprecia a implicação e a superficialidade nas “redes” a trocar despropositadas atoardas.
Um bom ciclo autárquico, com políticas eficazes e reformistas, são os votos. A todos os que foram eleitos. Democraticamente.