Confesso que sou particularmente sensível às questões de cidadania e que me entusiasmo quando os cidadãos tomam determinadas iniciativas em prol do bem comum, sem serem «comandados» por estímulos institucionais ou de obrigação.
Vem isto a propósito da rede que se está a gerar por todo o país para que se crie um sistema alternativo de comunicação sem depender da rede móvel ou da internet (ver página 6 desta edição do Reconquista). O objetivo passa por poder efetuar comunicações do dia-a-dia e também de emergência. A radiofrequência de longo alcance é o meio, através de repetidores espalhados pelo território.
A mola impulsionadora foram as recentes dificuldades causadas pelas tempestades que assolaram uma parte do território nacional no início do ano e a imaginação fez o resto. Às vezes é no caos que surgem as grandes ideias e esta, sem estar já aqui a embandeirar em arco, parece que tem pernas para andar. A dificuldade aguça o engenho.
Ainda por cima, passe a publicidade, a custos considerados acessíveis, o que a torna ainda mais apetecível.
O primeiro encontro desta rede de cidadãos nesta região do país aconteceu no Fundão. Segue-se por estes dias a capital de distrito. Se a coisa pegar, nada ficará como dantes.
Vamos ver como reagem as operadoras a este movimento comunitário em rede. Baixando os preços? Seria um bom princípio.
Aguardemos.