A Urgência de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital Amato Lusitano esteve encerrada durante várias horas na passada semana. Se nos telejornais a notícia já não surpreende, em Castelo Branco foi tema em destaque na edição online do Reconquista. Não podia ser de outra maneira, tratando-se de um acontecimento excecional, o que não deixa de atestar o esforço de profissionais e decisores para manter um serviço essencial aberto e com uma procura crescente. Não se compreende por isso a falta de transparência na comunicação, feita unicamente através das redes sociais. Os dois primeiros pedidos de esclarecimento do Reconquista sobre as razões ficaram sem resposta, limitando-se a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco a repetir a mensagem publicada na rede social. Só quando o assunto extravasou as fronteiras do burgo é que foi possível saber o motivo, condição essencial para a notícia. O caso não é único. Cada vez mais, algumas instituições e pessoas com responsabilidade acham que o jornalismo é dispensável porque as redes sociais fazem esse papel. Não fazem! E para o bem de todos é bom que cuidem do jornalismo de proximidade, porque se ele desaparecer, como já aconteceu com rádios e jornais em Castelo Branco, correm o risco de ficar a falar sozinhos.