Quando em plena pandemia alguém do alto da sua sapiência decretou que em determinado ano não haveria Natal e as famílias não se poderiam juntar saltou-me a tampa. Houve e haverá sempre Natal. Corri para a rede social e escrevi isso mesmo. Foi com imaginação que o celebrámos.
Como ninguém se atreve a dizer que não haverá futuro, ele aí está, sempre diferente e sempre a surpreender. Lembrei-me disto a propósito da história de um jovem que escrevo esta semana neste nosso jornal. Conheci-o a servir cervejas na Pérola do Amieiro num qualquer verão passado, onde me refugiei da canícula albicastrense.
Nunca mais o vi. Até que tropecei com ele na noite da Super Especial Reconquista, no Rali de Castelo Branco. As conversas são como as cerejas, vem uma atrás da outra e fiquei a conhecer o seu percurso mais recente. Entrou num curso que ainda frequenta, mas já é professor noutro que dentro da instituição ajudou a criar.
Que os eSports (leia-se competições de jogos eletrónicos) estão a fazer caminho, ninguém duvida. Se se tornarão um modo de vida profissional para muitos dos jovens que neles se integram é ainda uma incógnita. Mas, já há profissionais em Portugal e no Mundo nesta área.
É óbvio que tudo isto contou com a visão estratégica de um professor entusiasta e com a anuência e investimento de uma instituição de ensino superior. Com tanta conversa de inovação e empreendedorismo que para aí vejo, convinha colocar aqui os olhos.
Com olhos de ver, como dizia a minha avó Amélia.