Pode questionar-se a estratégia desportiva da autarquia da capital de distrito, muito assente na satisfação de ‘tudo e todos’, sem que a exigência de retorno seja suficientemente tida em conta. É um caminho. Discutível. Já inquestionável [parece-me] é o significativo apoio que Castelo Branco dá a clubes e associações. Em subsídios às atividades e nas condições físicas que proporciona. Mesmo com o arrastamento de alguns projetos e promessas. É política.
A questão que se levanta, e não é de hoje, é o de representatividade de acordo com o valor do investimento que é realizado. Se é a autarquia do distrito que mais investe nesta área, não seria razoável querer o nome da cidade projetado pelas suas representações desportivas nos principais palcos? Hoje, a cereja do Fundão, estampada nas camisolas do futsal da ADF, é um produto amplamente valorizado. Internacional.
É mesmo uma questão de Dar e Receber! São os palcos principais que trazem pessoas atrás. Que fazem circular a economia. E que, por inerência, despertam o interesse da iniciativa privada. Está tudo ligado.
Esta está a ser a época do quase. Andebol, basquetebol, futebol e até o futsal (ADRR) “morreram na praia”. Estiveram tão perto…
E como se chega lá? Desde logo, com uma aposta firme e direcionada de quem subsidia. Escudarmo-nos na premissa da massificação e da oferta diversificada, parece-me redutor face ao (bom) valor orçamentado para o desporto.
Alcance, identidade e envolvimento da comunidade, estão ligados aos desempenhos. Aos resultados. Indubitavelmente.