Se alguém pensa que vai à China descobrir a pólvora está enganado, eles já a descobriram no século IX e, curiosamente, fizeram-no sem querer quando andavam em busca de um elixir da vida. Por isso o caminho que importa percorrer para que algo frutifique naquele território implica conhecimento mútuo, confiança e trabalho contínuo.
As pontes constroem-se tendo por base alicerces fortes e duradouros. E se há coisa que a China tem é tempo para pensar, planear e executar, é assim a sua civilização e maneira de estar. Neste caminho, convém não confundir simpatia e hospitalidade com sucesso nos negócios. Às vezes é no recomeçar constante e na persistência que reside a chave para que se abram portas num mercado tão exigente.
As relações duradouras começam quase sempre com um pequeno passo que é preciso dar. Mas, daí até ao sucesso, há um longo e por vezes sinuoso caminho a percorrer. O trabalho desenvolvido por Castelo Branco desde a geminação com Zhuhai até à recente missão faz todo o sentido, mas daqui em diante é preciso saber cimentar essa relação.
Portugal e a China sempre se relacionaram desde há séculos. Eles sabem isso. Nós também. Não deixemos cair apenas por terra essas sementes sem as regarmos com trabalho e, sobretudo, planeamento e visão estratégica.
O relacionamento com este país não é uma panaceia para os nossos males, mas pode ajudar a desencravar algum crescimento económico e a criar redes de distribuição para os nossos produtos. Alguns deles bastante apetecíveis naquele território oriental.