O nosso corpo é uma “máquina” complexa com várias estruturas que trabalham em conjunto, composto por biliões de células e com órgãos e sistemas que trabalham sem parar independentemente da nossa atividade.
A dormir ou acordados, tudo nele esta ligado direta ou indiretamente, por esse motivo deparámo-nos, minuto a minuto, segundo a segundo, com o envelhecimento.
O tempo, a forma como o vivemos, é implacável. Queremos mais qualidade no dia a dia, como nos nossos minutos ou segundos do dia… procuramos, numa corrida desenfreada em busca do futuro “perfeito”, do melhor dia… a longevidade que vai permitir refletir os nossos erros. As decisões da vida ampliam os horizontes para uma vida onde as experiências, novidades e mudanças ganham forças na procura da felicidade e de um envelhecimento melhor. Vivemos numa cultura materialista, na preocupação do futuro perfeito, na vertente económica, deixando o essencial para trás.
Quando se procura a “poção mágica” para a Felicidade… que caminhos devemos percorrer, como devemos fazer… não existe “receita”, existem muitas perguntas e poucas respostas, que não queremos seguir… apesar de conhecermos os sinais, não temos tempo para ouvir, sentir e refletir…
Hoje em dia, procuramos algo que não sabemos. Corremos na procura de algo desconhecido, por termos perdido a nossa conetividade ao mundo social e humanizado. Estamos a perder a conexão humana, estamos a passar para um mundo de conexões tecnológicas, que nos dá e proporciona tudo em termos visuais e determina o nosso pensamento.
Devido à grande correria do dia a dia, por causa das tecnologias, da procura de “sucesso”, de ganharmos mais, de subir no estatuto social, do que não sabemos… andamos sempre a procura.
A tecnologia centra-nos num mundo de incessante insatisfação, à procura do melhor plano fotográfico, da melhor imagem, da realização imediata de mais informação fidedigna ou não!
Mas afinal, quais são os ingredientes para a felicidade, para podermos alcançar a “cereja no topo do bolo”? Para alguns o descanso, para outros o trabalho, uma agenda muito ou pouco preenchida, sensação ou emoção, ter mais ligações socais, relações emocionais, bem-estar, lazer e diversão… Mas o que nos faz realmente felizes?
A chave para podermos abrir o caminho da felicidade, está a perder-se. A essência do ser humano, a socialização, perdemos a sensibilidade e a capacidade de compreender os outros. Navegamos em nós mesmo, com num ego na procura do “grandioso”, do sucesso. Deixamos de observar o mundo que nos rodeia com o olhar sensível, perdemos a capacidade de pedir ajuda e de ajudar, minimizamos a habilidade da socialização e da sensibilidade, quando um dos segredos está nas coisas mínimas do dia a dia, onde a beleza dos atos simples se transforma num sorriso, num afeto ou num carinho.
A essência da vida diz-nos que se valorizarmos as pequenas coisas, abre-se o caminho para valorizar o ser humano, a nossa essência, a Felicidade e o caminho para sermos felizes.
A fórmula mágica da essência da felicidade do ser humano é sentir que somos acarinhados pelos amigos, que somos úteis; é ajudar sem algo em troca, fazermos parte da sociedade, não sermos uns seres navegantes no dia a dia ... onde “não olhamos”, “não comunicamos”, “não estabelecemos laços de amizade” … mas termos vários pontos de conexão e não damos a devida importância ao mundo e ao ser humano … vivemos num mundo aberto e cada vez mais fechado em nós mesmos.
Estabelecer um foco em algo é “meio caminho” para a felicidade, porque ficamos mais próximos de alcançar o nosso objetivo a nosso caminho, podendo posteriormente tirar prazer e alegria da conquista.
Ser feliz é ser objetivo, socializar, experimentar, conquistar, implicar esforço, mudar, levantar, aprender, estabelecer a relação, ter consideração, respeito. Isso sim é o início para o caminho para podermos ser felizes!
Os sonhos, o prazer, a felicidade, as relações Humanas são os elementos essenciais para a revigoração do nosso dia a dia.
Um segredo para a longevidade, com mais qualidade de vida, é a forma como nos motivamos e nos conhecemos para superar e enfrentar desafios.
• Cultivar a rotina do movimento; Evitar o isolamento; Procurar encontrar objetivos; Evitar o Stress, ele mata; Boa alimentação; Valores elevados fé e princípios; Procurar a Base familiar; Convívios sociais; Evitar preocupações “tóxicas”.
É fundamental criar equipas que visem o desenvolvimento de programas de promoção de conhecimentos e competências específicas no contexto dos cuidados, mas também no desenvolvimento de estratégias que promovam o autocuidado e a gestão do stress e da sobrecarga emocional.
As pessoas são o mais importante recurso da sociedade.
Bruno Trindade
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