O Município de Castelo Branco recebeu a assinatura formal da Ata de Reconhecimento da Linha Fronteiriça no Rio Tejo, cumprindo a tradição decorrente do Tratado de Limites de 1864.
Autarcas portugueses e espanhóis em sintonia
O Município de Castelo Branco recebeu, a 18 de agosto, a assinatura formal da Ata de Reconhecimento da Linha Fronteiriça no Rio Tejo, cumprindo a tradição decorrente do Tratado de Limites de 1864.
O ato juntou autarcas portugueses e espanhóis, incluindo o presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, e os alcaldes de Santiago de Alcântara, Juan Ignacio Batalla e de Cedillo, Antonio González, contando ainda com os presidentes das Juntas de Freguesia de Monforte da Beira, João Ramos, e de Malpica do Tejo, João Carlos Alveirinho.
Mais do que uma obrigação diplomática, o encontro serviu para renovar laços históricos e defender uma cooperação transfronteiriça mais intensa. “Existe um histórico territorial e de grande amizade entre os dois lados da fronteira. É fundamental aprofundarmos estas relações, indo além dos eventos pontuais e apostando forte na dinamização económica, como temos vindo a fazer no âmbito do projeto Triurbir”, defendeu Leopoldo Rodrigues.
Já os presidentes das freguesias defenderam “uma maior atenção e investimento no aproveitamento turístico do rio Tejo e do Parque Natural do Tejo Internacional como ativo estratégico para a economia local”.
Os autarcas espanhóis voltaram a exigir investimentos governamentais em infraestruturas chave, nomeadamente a ponte de Cedillo e a ligação rodoviária de Castelo Branco a Moraleja (IC 31). Outra das preocupações focou-se no prolongamento da atividade da Central Nuclear de Almaraz até 2030.
Leopoldo Rodrigues reiterou que vai “exortar o Governo português a procurar informações junto do congénere espanhol, nomeadamente que garantias de segurança existem para ter sido aprovado este prolongamento de vida da Central de Almaraz, já que Castelo Branco está, caso aconteça um incidente, na linha geográfica desta infraestrutura”.