Emílio da Silva chegou recentemente ao Estreito e já rendeu ponto(s) no empate na Figueira da Foz
Olhando o atual plantel do Águias do Moradal, com o qual o clube do Estreito irá até ao final da presente temporada, e aquele que em julho passado iniciou os trabalhos de abordagem à época 2015/2016, vemos que mais de metade não tem nada a ver um com o outro.
Esta análise conduz-nos à realidade das épocas futebolísticas, onde os plantéis "nunca estão fechados", como é uma máxima no meio. No Ventoso, desde o início da época, saíram dez jogadores e chegaram onze.
Os mais recentes estrearam-se no empate do último domingo (1-1) na Figueira da Foz, com a Naval 1.º de Maio. Nuno Borges foi titular: é um médio de 27 anos que fez a primeira metade da temporada no Tourizense e que o ano passado atuava no distrital de Setúbal, com a camisola do Grandolense. Henrique Pinto começou no banco: cumpre a primeira época de sénior e estava também no emblema de Touriz. Tem 19 anos e fez toda a sua formação no Nacional da Madeira.
É notório no Estreito a preocupação que houve em trazer jogadores da confiança do treinador Pedro Paiva. Os últimos a chegar trabalharam consigo no Tourizense. Nuno Borges, Henrique Pinto e o mais experiente Emílio da Silva, decisivo na partida de domingo, ao apontar o tento do empate com a Naval.
Nesta janela de transferências de inverno, foram chegando ao Águias várias caras novas, para além das já citadas: João Loureiro (ex-Mirandela), Jú Cá (ex-júnior Nacional), Tuga (ex-1.º de Dezembro), Sérgio Tomé (ex-BC Branco) e Daniel Nhaga (ex-Pinhalnovense). No campo das baixas, a mais notada é, sem dúvida, a de Custódio, autor de 11 golos na fase regular do campeonato. Escolheu o Pinhalnovense, penúltimo classificado da Série H, para a segunda parte da época.
Estas movimentações "não inflacionam o orçamento inicial", garantiu, recentemente, o presidente do Águias, Aníbal Antunes.
FECHADO. O período para transferências de jogadores no futebol não profissional encerrou na última semana. No Sernache, o brasileiro Júnior Pires foi o último a chegar. É avançado, tem 24 anos, e estava no Futebol Benfica.
Para atacar a fase de manutenção, que está a correr bem (três vitórias consecutivas e seis pontos acima do lugar de liguilha), o emblema de Cernache do Bonjardim recrutou ainda Danny Esteves (ex-Águias do Moradal), que já apontou dois golos, o centrocampista Malan (ex-Salgueiros) e o avançado Hugo Silva (ex-Pedras Salgadas). A principal baixa é Jorge Bernardo, lateral direito que se mudou para o Casa Pia, da fase de subida do CPP.
Já o vizinho Sertanense, inscreveu sobre o encerramento o avançado Hugo Sardão, de 23 anos. Foi júnior da União de Leiria. Chegou também o avançado Fábio Gomes, que fez nove jogos pelo Vizela na 1.ª fase do campeonato e o lateral Adélcio (ex-Sintrense). Mauro (ex-Mafra), Fred (ex-Mafra) e Pedro Galvão (ex-Gil Vicente), regressaram após terem saído para a 2.ª Liga durante o último defeso.
Em sentido contrário seis jogadores deixaram o clube, entre os quais o central Tiago Crachat, que participou nos 18 jogos da 1.ª fase. Rumou ao Condeixa. Paulo Brites (Marinhense), Ruben Martins (Mortágua), Sapara (Oleiros), Prince (Eléctrico) e Daniel Gonçalves (O. Hospital) também seguiram outro rumo.
SERTANENSE
Saíram e voltaram
O Sertanense, que empatou (1-1) no Crato na estreia de Natan como técnico principal, resultado escasso para as necessidades, apoia-se em jogadores que já foram felizes no Dr. Marques dos Santos para contornar a delicada situação classificativa.
No último defeso, o aperto do cinto e o interesse de clubes das ligas profissionais, provocaram uma autêntica razia no plantel. Ficaram apenas o capitão Leandro, o lateral Ibrahim, o médio Bissourou Touré e o defesa Ricardo Carvalho.
Nesta janela de transferências três jogadores que saíram para a 2.ª Liga regressaram ao Sertanense, depois de não se terem afirmado em Mafra (Mauro e Fred Lopes) e no Gil Vicente (Pedro Galvão).
Domingo no Crato jogaram de início sete jogadores da época anterior, onde o Sertanense tinha uma equipa interessante e chegou a discutir o acesso à fase de subida, perdido para Caldas e Mafra.