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Futebol: Hugo Caio voltou a jogar nove meses depois

Artur Jorge - 30/10/2018 - 15:07

Encontrou em Pedrógão de S. Pedro o contexto ideal para prosseguir a carreira. E até já marcou golos. Não esconde mágoa pela forma como saiu do Alcains.

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Hugo Caio sofreu uma grave lesão no final de 2017. Regressou aos relvados com a camisola do Pedrógão

Quando aos 47 minutos do jogo entre o Pedrógão S. Pedro e o Vila Velha de Ródão (3-1), para a Liga Bricomarché/Castelo Branco, o defesa central Hugo Caio marcou para os locais, muitas emoções terão emergido do interior. Depois do calvário de uma grave lesão contraída em dezembro de 2017 ao serviço do CD Alcains, o jogador albicastrense, de 29 anos, voltou a competir e a exibir competência nos campos deste distrito.

Gostaria que o regresso se tivesse dado com a camisola que vestiu nas últimas cinco épocas e com a qual conquistou um campeonato distrital e uma taça de honra. Não foi possível. E não esconde mágoa por esse aspeto. “Não posso esconder! Gostava de ter regressado à competição no clube onde sofri a lesão. Gostava de ter feito o primeiro jogo lá. As pessoas, a direção do Alcains, assim não o entenderam. Acontece no futebol. Temos que nos fazer à vida. E eu fiz-me à minha”.

Encontrou no clube do concelho de Penamacor o ambiente ideal para prosseguir a carreira. Com um treinador (André Matias) que conhece bem e com o qual, recorda, conquistou uma taça em Alcains. Está para ajudar. “Há uma mescla de experiência e juventude no plantel do Pedrógão. Acho que posso passar alguma coisa aos mais jovens, alguns no primeiro ano de sénior. Pode fazer-se um trabalho engraçado”.

O golo na baliza do Vila Velha de Ródão foi “reconfortante”, depois de nove meses fora das quatro linhas. Hugo Caio sente-se bem. “A confiança aumenta à medida que vamos jogando. Espero não ter qualquer recaída. O resto surge com o trabalho”.

Em relação à liga distrital, realça o equilíbrio de forças a que se assiste. “Há dados novos. O hiato entre duas ou três equipas que se apetrecham bastante e as outras está a desaparecer. Os jogos são mais disputados. À 4.ª jornada já todos perderam pontos. Claro que sabemos quem mais apostou. Mas qualquer equipa pode roubar pontos”. O defesa retém o surgimento de atletas com boa formação no futebol e o crescimento qualitativo do trabalho semanal. “Qualquer equipa tem uma estrutura técnica que não se cinge a uma pessoa”, observa.

TREINAR A área do treino é, precisamente, outra paixão na vida de Hugo Caio. No futebol de formação. Integra o corpo técnico do Desportivo de Castelo Branco. Há vários anos. “Sim, é uma área que me atrai. Trabalhar com os mais pequeninos. Gosto de ensinar. Paralelamente, treino também os guarda-redes do Desportivo. Tenho facilidade pela informação que o meu irmão me passa”. Hugo é irmão de André, o guardião que esteve sete anos no FC Porto e que defende atualmente as redes do BC Branco.

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