Este site utiliza cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Saiba mais

Proteção Civil: Região prepara-se para enfrentar fogos de verão

José Júlio Cruz - 12/06/2026 - 10:14

Distrito reuniu com o Governo para saber com o que pode contar quando se aproxima a época mais perigosa do ano.

Partilhar:

Foto Ivo Vladimiro Gonçalves/Reconquista

A Comissão Distrital de Proteção Civil de Castelo Branco reuniu a 3 de junho nas instalações do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Beira Baixa. Nesta ocasião foi apresentado o Plano de Operações Sub-Regional da Beira Baixa do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para este ano.

Marcou presença o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, que previamente cumprimentou os elementos em parada de uma exposição estática de meios e recursos das diferentes entidades integrantes do DECIR da Beira Baixa.

O governante começou por explicar mais tarde aos jornalistas que “esta parte do plano é desagregada do plano nacional que nós já apresentámos no passado dia 2 de março, mas não deixa de ser importante e por isso também tenho marcado presença em vários locais onde me convidam para estar presente”. “É importante nós trocarmos algumas impressões e percebermos também localmente como é que o nível mais de proximidade está preparado e posso dizer-vos que fico muito satisfeito com aquilo que foi esta reunião, porque de facto concretiza também aqui aquilo que tive a oportunidade de transmitir, as melhorias que nós introduzimos para este dispositivo de 2026”, reconheceu.

Alguns desses meios com incidência para a região, desde logo, como realçou Rui Rocha, “a aplicação de retardante no centro de meios aéreos de segurança de Proença-a-Nova, só tínhamos um centro de meios aéreos com retardante em 2025, vamos passar a ter cinco”.

Outra das situações que destacou foi “o maior número de grupos de ataque ampliado, vamos ter também mais dois meios aéreos, dois Black Hawks da Força Aérea que até já pedimos para serem localizados para Monte Real, até para estarem mais próximos da zona mais crítica este ano”.

Rui Rocha tem consciência do papel fundamental que em situações de crise é desempenhado pelos autarcas locais e, nessa perspetiva, considerou importante a troca de impressões com aqueles que considera serem “as autoridades máximas de proteção civil nos seus territórios, pelo que eu que também já fui autarca, não posso deixar de registrar com grande satisfação o sentido de responsabilidade e de relevância que os autarcas dão a esta área da proteção civil e isso é muito relevante para que possamos estar o mais bem preparados para estes meses difíceis que se apresentam, já que nós não controlamos todas as variáveis”.

Deixou também uma palavra de confiança para o dispositivo que nesse dia foi apresentado, para todos os seus intervenientes, porque, como justificou, são eles que vão estar no teatro de operações, desde logo os bombeiros, mas também a Unidade de Emergência e Proteção Segura da GNR, a Força Especial de Proteção Civil, os sapadores florestais, os bombeiros sapadores, as forças armadas, as forças de segurança e os serviços municipais de proteção civil.

O grande objetivo que deixou traçado é tentar “incrementar uma taxa de sucesso na primeira intervenção, atualmente na ordem dos 93%, 94%, o que quer dizer que são incêndios que são apagados nos primeiros 90 minutos, e por isso temos de ter ainda mais capacidade de incrementar”. “Bem sabemos que é difícil, porque normalmente o que depois acontece é que, quando não conseguimos nessa primeira intervenção, têm-se verificado incêndios complexos e, portanto, é esse o objetivo, com esta boa cooperação, interligação, proximidade, possamos debelar com a maior rapidez os incêndios na primeira intervenção”, concluiu.

COMENTÁRIOS