João Gomes apostados em jogar com regularidade, depois de não ter tido oportunidades a época passada na Académica
O guardião João Gomes, de 21 anos, acredita que o Alcains que se encontra em construção desde a semana passada, pode realizar um campeonato interessante neste seu regresso aos “nacionais”, não obstante reconhecer o “grau de dificuldade” da tarefa a que se propõe.
Depois de seis anos ligado à Associação Académica de Coimbra (AAC), onde chegou como juvenil, proveniente do Desportivo de Castelo Branco, o guarda-redes procura à “porta de casa” a afirmação futebolística. Tinha outras propostas, mas entendeu que este contexto é o mais equilibrado para esta fase da sua carreira: “Estou numa fase em que sinto que é fundamental jogar com regularidade. Preciso dos minutos que não tive na Académica desde que cheguei ao plantel principal. Há dois anos fui emprestado ao Oleiros e ajudei o clube a manter-se. Espero poder fazer o mesmo em Alcains”, referiu no dia da apresentação.
João Gomes, 1,90m, é internacional português no escalão sub-18. Recupera a ideia de que Alcains é um bom “cenário” para si: “Estou praticamente em casa e quando estamos em casa sentimo-nos bem. Sinto que as pessoas confiam em mim, como eu confio em cada elemento deste grupo. Noto que há aqui uma ilusão grande de poder corresponder aos anseios dos alcainenses”.
Já deu uma pincelada pela constituição da Série C do Campeonato de Portugal, onde o Alcains está agrupado. Pia fino. “Há investimentos grandes. A maior parte das equipas tem orçamentos muito superiores aos do Alcains, mas não é isso que determina a classificação. Mas, é verdade, há um lote de equipas que alimentam a expetativa de chegar às ligas profissionais. Vai ser competitivo. É, provavelmente, a série mais complicadas das quatro. Focados e sempre unidos haveremos de conseguir o objetivo de manter o Alcains”.
Prevê, internamente, um despique cerrado e saudável com Gonçalo Nunes (ex-Águias do Moradal) pela titularidade na baliza canarinha: “As pessoas têm uma ideia do meu valor. Mas aqui sou igual a todos os outros. Sei perfeitamente que para conquistar o lugar exigirá de mim o máximo. Estou preparado”.
BRIOSA Coimbra e a Briosa ficarão para sempre guardadas no livro das melhores recordações de João Gomes. “É uma grande escola. Aprendi muito. O que sou hoje devo-o a Coimbra e à Académica. O clube estará sempre no meu coração. Fui para lá muito cedo, vivendo longe de casa. Cresci bastante. São vivências que não se esquecem. Mas agora é o presente que conta”, remata o jovem albicastrense.