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Futebol: Naval afunda BC Branco

José Júlio Cruz/Francisco Carrega - 26/08/2026 - 16:43

Naval foi superior e justificou a vitória, ainda que por números exagerados que «engordaram» fruto de claro desnorte dos encarnados.

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BC Branco não deu continuidade à boa prestação da jornada inaugural

Pouco ou nada se aproveita de positivo na prestação dos albicastrenses, neste que foi o primeiro jogo oficial da época ante os seus adeptos. A promissora vitória fora na abertura do campeonato não teve continuidade, a equipa não se encontrou consigo própria e deixou uma pálida imagem que importa retificar já no próximo jogo para a Taça de Portugal.
A Naval foi superior e justificou a vitória, ainda que talvez por números exagerados e que «engordaram» nos minutos finais, fruto de um claro desnorte dos encarnados da Beira Baixa. As mexidas efetuadas por Nuno Rolão no onze inicial ao longo da segunda parte não deram os frutos que certamente o treinador esperaria e os últimos minutos da partida acabaram por se tornar penosos.
A arbitragem egitaniense também não ajudou à tarde desportiva no Vale do Romeiro. Foi fraquinha e insegura praticamente ao longo dos noventa minutos, mas acabou por não ter influência no resultado.
Aos figueirenses dá a ideia de lhes ter saído o Euromilhões, pelas cautelas e receios com que enfrentaram a partida, mas sobretudo pela forma efusiva com que celebraram cada golo e a vitória. Contudo, importa registar que também não realizaram uma exibição por aí além, tendo praticamente sabido aproveitar os erros e a ineficácia dos da casa.
São dois conjuntos que, dados os respetivos pergaminhos e História, importa seguir daqui em diante com atenção, para perceber se o resultado registado é fruto de alguma (in)consistência ou, meramente, de um acidente de percurso.
Nuno Rolão, no final da partida, reconheceu a “derrota pesada, mas merecida”, explicando que “não reconheceu a equipa, nem nos processos nem na identidade, no trabalho desenvolvido nestas sete semanas”. “Se alguém pensava que por ter ganho um jogo já tinha ganho o campeonato está muito enganado, o comportamento e a atitude têm de ser aqueles que foram até ao jogo com o Oliveira do Hospital”, vaticinou.
Para o técnico albicastrense, “é um jogo que deve servir de lição para todos”.

Jogo no Estádio do Vale do Romeiro em Castelo Branco
BC BRANCO: Éden; Ildefonso, Davi, Rodrigo Dias e Djaló; Quintino (João Mestre 73’), Mateus Matos (Martin Branco 80’), Quinaz (Cardoso 80’) e Kenny; Caio Mota (Adílson 65’) e Carlos Silva.
Treinador: Nuno Rolão.

NAVAL 1893: Lukass; Sancho (Fajardo 88’), Pedro Alves, Romário e Léo Nunes; Grilo, Nico, Gui (Rodrigo 82’) e Renato (Amorim 73’); Nuno André (Carlos 73’) e Pedro Costa (Zuka 88’).
Treinador: Carlos Neves.

Golos: Nuno André (3’ de penalti), Rodrigo Dias (35’), Gui (66’), Carlos (85’) e Pedro Costa (87’).
Disciplina: CA para Davi (2’), Quintino (67’), Amorim (77’) Lukass (78’), Zuka (89’) e para um elemento do banco da Naval (18’).
Árbitros (AF Guarda): Daniel Brazete (principal), Vítor Ribeiro e José Bicho (assistentes).
 

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