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Heróis da Fruta: Modelo reconhecido internacionalmente

Lídia Barata - 06/08/2026 - 11:00

No distrito de Castelo Branco, o consumo de lanches saudáveis nas escolas aumentou 26 por cento em 2025.

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Muitas crianças passaram a consumir mais frutas e legumes

Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), publicado na revista científica European Journal of Nutrition, mostra que o método Heróis da Fruta, desenvolvido pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) desde 2011, “é uma ferramenta de elevada evidência para aumentar e sustentar o consumo diário de fruta em crianças dos 3 aos 11 anos”.

A conclusão a que se chega no artigo científico intitulado “Promoting and sustaining fruit intake among children aged 3–11 years: a before-and-after evaluation of a school-based intervention”, da autoria de Raquel Martins, João Fernandes, Rodrigo Feteira-Santos, Ana Virgolino, Rita Santos Loureiro, Mário Silva, José Camolas e Osvaldo Santos, reforça algumas conclusões a que os promotores desta iniciativa, que desde 2011 chega às escolas do país, já tinham registado. Até ao momento, já abrangeu cerca de um milhão de crianças.

A título de exemplo, em 2025, Castelo Branco foi o distrito que mais se destacou, com um aumento de 26,6 por cento do consumo de lanches saudáveis na escola. Das crianças do distrito que participaram na 13.ª edição, 41,7 por cento experimentaram pela primeira vez algum tipo de fruta ou legumes no âmbito desta iniciativa que promove uma alimentação saudável em ambiente saudável.

Os investigadores do Instituto de Saúde Ambiental (ISAMB) da FMUL, em parceria com a APCOI, concluíram que o método Heróis da Fruta funciona e consegue gerar resultados em pouco tempo, tornando o hábito de comer fruta regularmente uma rotina.

A APCOI explica que o “segredo” reside na combinação estruturada de três técnicas lúdico-pedagógicas, nomeadamente “role modelling”, gamificação e repetição de reforço positivo.

Este método “constitui uma resposta eficaz, replicável e de baixo custo para um dos principais desafios de saúde pública contemporâneos, que é a má nutrição infantil, sendo esta um dos principais fatores de risco para o agravamento de doenças crónicas, como a diabetes ou a obesidade”.

Antes de ser aplicado, o cenário nas salas de aula era preocupante, pois quase 70 por cento das crianças se encontravam abaixo das recomendações nutricionais, consumindo menos de três porções de fruta por dia. Desde que entrou em campo, com atividades diárias de 15 minutos em sala de aula, houve um aumento de 44,6 por cento no número de crianças a cumprir as metas diárias de ingestão de fruta. E metade das crianças (52,7 por cento) que quase não tocavam em fruta passou a comê-la regularmente na escola.

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