Este site utiliza cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Saiba mais

Ideias & Factos: Ano letivo a chegar ao fim

Agostinho Dias - 22/06/2023 - 10:17

Mais um ano letivo a chegar ao fim e não podemos dizer que tenha corrido da melhor maneira. Nos dois anos anteriores houve a desculpa do covid 19, com alunos em teletrabalho e por isso tiveram uma avaliação negativa no que toca à progressão dos conhecimentos e aquisição de competências por parte dos alunos. Este ano na escola pública foi a agitação laboral dos professores, como muitos dias de greve e de manifestações, com falta de docentes em muitas disciplinas deixando muitos horários por preencher, tudo a contribuir para um ambiente que de modo nenhum facilitou as aprendizagens. Se há dez anos ter um curso superior fazia a diferença substancial no ordenado, hoje essa diferença pelo menos em Portugal, esbateu-se de tal modo que muitos jovens já se interrogam sobre se vale a pena “matar a cabeça” com os livros. Os alunos também sabem que para um professor lhe dar uma nota negativa estão sujeitos a tantas burocracias e justificações que é quase proibitivo fazê-lo, e por isso são poucos os que se esforçam verdadeiramente para atingir objetivos de excelência. O ranking das escolas mostra um ensino em crise na escola pública que prejudica não só os alunos, mas a própria sociedade, que espera deles um futuro próspero para o nosso país, mas que pelos vistos não o vamos conseguir…
Diz Mário Cordeiro: “a escola não deve fabricar “cavalos de corrida”, para qualquer reforma económica, mas sim contribuir para o desenvolvimento de pessoas livres e felizes, assertivas e solidárias, que vivem uma vida própria e relacional nas futuras décadas. A contribuição da escola vai muito para além da transmissão de conhecimento teórico das disciplinas curriculares, formando cidadãos e contribuindo para o bem comum. Tem consequências na vida pessoal dos alunos familiares e da sociedade”. Todos estes objetivos são compatíveis, mas num ambiente de luta laboral como o que vivemos este ano, não são fáceis de atingir.

[email protected]

COMENTÁRIOS