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Ideias e Factos: E as crianças?

Agostinho Dias - 01/06/2016 - 15:28

Celebra-se hoje, 1 de junho, o Dia Mundial da Criança. Elas são o futuro que falta em muitas aldeias do nosso interior, apesar do aumento da natalidade que atualmente se tem vindo a verificar. Contudo, há lugares aqui, onde já não mora ninguém com menos de 50 anos de idade, e que deste modo caminham para a extinção, ou quando muito para lugares aprazíveis, onde passar férias sossegadas…

Porque são um bem, as crianças hoje são defendidas por lei, e aí do professor que ouse uma atitude considerada mais violenta; sujeita-se a ser falado nos jornais e nos tribunais. Também se dá a atitude contrária com o chamado tráfico humano, quer para fins sexuais, quer para exploração laboral. Os dados estatísticos dizem que entre 2013 e 2014, mais de 15.800 pessoas foram vítimas de tráfico humano no espaço comunitário; destas 21% eram menores e 76/ do sexo feminino. Fora da União Europeia, é impressionante o leilão de meninas para casamentos forçados, feitas pelo Daesh. São atitudes que envergonham a humanidade neste dia em que se fala tanto dos direitos da criança.

Em Portugal, em 2015 foi sinalizado o desaparecimento de 35 menores, na maioria raparigas, 17% portugueses, 3 sírios e espanhol, 1 francês e croata; destes ainda há 16 por recuperar, ou seja 45%. Nove casos foram rapto parental e 5 rapto transfronteiriço. Entre os refugiados entraram na Europa milhares de crianças que vem sozinhas e muitas delas acabam por ser dadas como desaparecidas. No distrito de Castelo Branco, houve em 2015 um menor desaparecido. Destes desaparecidos em Portugal 11 eram filhos de pais divorciados, 4 separados e 4 viviam em união de fato. A IX Conferência crianças desaparecidas, que se realizou ontem, dedicou uma “especial atenção” às crianças refugiadas que se estima serem 1,5 milhões.

Como diz o Laudato Si: “já não basta dizer que devemos preocupar-nos com as gerações futuras; exige-se ter consciência de que é a nossa própria dignidade que está em jogo”. Há um consumo excessivo e míope dos pais que prejudica os próprios filhos… Há a urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade entre indivíduos da mesma geração”.

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