Pela 11.ª vez, no dia 18 de março, foi organizada a caminhada pela vida em 10 cidades portuguesas: caminharam “para defender o respeito por toda a vida humana desde a conceção, até à morte natural”. O promotor da iniciativa foi a Federação Portuguesa Pela Vida e visa defender a “dignidade e o valor de todas as vidas humanas, num momento em que “a eutanásia é mais discutida que o direito a cuidados paliativos, e em que se inicia o debate sobre o alargamento dos prazos do aborto livre”. O texto da Federação pede “medidas sociais e políticas” para proteção de “todos os seres humanos” e melhores “práticas médicas e de assistência de carenciados”. A Assembleia da República irá referenciar pela 3.ª vez o diploma da eutanásia no próximo dia 31 de março, depois do visto do Presidente da República e do chumbo do Tribunal Constitucional. O texto está a ser trabalhado pelos partidos que o apresentaram, IL, Bloco, PAN e PS, e deve ficar concluído no final desta semana. Em junho de 2020, esta Federação com a assinatura de 95 mil pessoas pediram ao Parlamento um referendo sobre a eutanásia. Esta petição até agora não foi atendida e por isso a questão está nas mãos dos deputados parlamentares, que irão tomar novamente posição sobre o assunto.
Diz o nº. 155 da Laudato Si: “a aceitação do próprio corpo como dom de Deus é necessária para acolher e aceitar o mundo inteiro como dom do Pai e casa comum; pelo contrário, a lógica do domínio sobre o próprio corpo transforma-se numa lógica, por vezes subtil, do domínio sobre a criação. Aprender a aceitar o próprio corpo, a cuidar dele e respeitar os seus significados é essencial para uma verdadeira ecologia humana”. É a garantia desta aceitação e cuidado afetivo com o próprio corpo que estão a fazer falta na sociedade em que vivemos. Os cuidados paliativos em casos mais graves podem ser a solução…
Agostinho Dias
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