Há obras em estudo em Portugal há mais de 8 anos e que já levaram milhões de euros nesses estudos. São exemplo disso o novo aeroporto de Lisboa, o comboio de alta velocidade, a barragem da Foz do Cobrão, ou do Barbaído, só para falar de algumas. Sempre aparece quem seja do contra, ou por motivos ambientalistas, ou por razões bairristas, ou porque são do contra… Por exemplo com os estudos da localização do novo aeroporto já foram gastos milhões de euros que davam para a adaptação de um aeroporto como por exemplo o de Beja. E pelos vistos os estudos estão para durar para benefício de uns tantos “estudiosos” interessados em ganhar dinheiro… Não digo que se vá por qualquer hipótese como aconteceu com os estádios de futebol do euro que deixaram pelo menos três campos de futebol que custaram milhões e servem meia dúzia de vezes durante o ano, embora a sua manutenção fique cara ao país. Se a obra é precisa, é necessário tomar decisões e avançar, porque nunca será possível estarem todos de acordo. Há sempre um ambientalista que vê inconvenientes, um bairrista que acha que ficaria melhor na sua terra, ou em que por ser da oposição partidária, está sempre no contra…
É o ónus de quem tem de tomar decisões porque está no cargo político que aceitou, precisamente para isso. “Não é admissível autoridade sem responsabilidade. A responsabilidade quando exercida e defendida sem temores nem subterfúgios, desperta o respeito e firma a confiança dos subordinados nos seus chefes. Autoridade também é poder legitimado. Essa legitimação é dada geralmente pela estrutura organizacional. A autoridade pode ser considerada o direito de tomar uma decisão específica e ordenar obediência, posto que o ato de comandar sempre envolve decisão”.