Foto arquivo Reconquista
O distrito de Castelo Branco está em risco máximo de incêndio nos próximos dias, numa altura em que as autoridades decretaram a situação de alerta em todo o território continental.
O Governo decidiu na noite de segunda-feira prolongar a situação de alerta até às 23H59 de quinta-feira, dia 19.
A decisão tem por base as previsões meteorológicas para os próximos dias “que apontam para um significativo agravamento do risco de incêndio rural”.
A novidade é a proibição dos trabalhos de colheita de culturas agrícolas com a utilização de máquinas, nomeadamente ceifeiras debulhadoras, e a realização de operações de exploração florestal de corte, rechega e transporte, entre o pôr do sol e as 11h00.
Na segunda-feira o risco máximo de incêndio abrangeu todos os concelhos do distrito de Castelo Branco, situação que se repete na terça-feira.
Na quarta-feira haverá um alívio da situação de alerta mas apenas nos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova e Belmonte, que passam de risco máximo para muito elevado, de acordo com o mapa publicado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
Os bombeiros combateram desde a noite de domingo um incêndio que começou na localidade da Torre, na freguesia de Louriçal do Campo, no concelho de Castelo Branco.
Perto das 18H00 desta segunda-feira, o segundo comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Beira Baixa, José Neves, deu como controlado o incêndio, entrando na fase de rescaldo e consolidação.
Um dos flancos deste incêndio estava a ser consolidado na tarde de segunda-feira com recurso a trabalho apeado, essencialmente porque “a orografia não permite acessos com viaturas”, disse à RTP.
Cerca das 16H30 desta segunda-feira permaneciam no local mais de 270 operacionais, mais de 90 viaturas e cinco meios aéreos.
Entre as medidas previstas na situação de alerta estão a proibição do acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, a proibição da realização de queimadas e queimas de sobrantes de exploração, bem como a suspensão das autorizações que tenham sido emitidas, proibição de realização de trabalhos nos espaços florestais com recurso a qualquer tipo de maquinaria ou a proibição da utilização de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos.
A proibição não abrange os trabalhos “associados à alimentação e abeberamento de animais, ao tratamento fitossanitário ou de fertilização, regas, podas, colheita e transporte de culturas agrícolas, desde que as mesmas sejam de carácter essencial e inadiável e se desenvolvam em zonas de regadio ou desprovidas de florestas, matas ou materiais inflamáveis, e das quais não decorra perigo de ignição”, entre outras exceções.
Notícia atualizada às 10H50 de terça-feira com o prolongamento da situação de alerta e a atualização do mapa de risco de incêndio no distrito