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João Agostinho: Um albicastrense no beach tennis

Artur Jorge - 06/10/2024 - 20:34

João Agostinho, radicado há 20 anos em Lisboa, desenvolveu uma paixão com os desportos de raqueta a partir da cidade albicastrense e do Albi SC. Hoje, com 38 anos, tem classificação internacional no ténis de praia.

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João Agostinho venceu o quadro de consolação no recente Beach Tennis Fluvial Tour em Aldeia Ruiva. Foto Município de Proença-a-Nova

Um dos vencedores de “consolação” da recente etapa do Beach Fluvial Tennis Tour, em Aldeia Ruiva (Proença-a-Nova), é de Castelo Branco.

João Agostinho, radicado há 20 anos em Lisboa, desenvolveu uma paixão com os desportos de raqueta a partir da cidade albicastrense e do Albi Sport Clube.

Hoje, com 38 anos, tem classificação internacional no ranking da ITF.

“Comecei no Albi com 7 anos. Estive duas décadas ligado ao ténis. Fiz curso de treinador e dei aulas de iniciação a miúdos. Depois, por motivos profissionais e escolares, desliguei-me um bocado. Mas retomei, posteriormente”, enquadra.

É jogador de ténis de praia do Clube TAP.

Joga os campeonatos nacionais e as provas portuguesas pontuáveis para a classificação internacional.

O contacto com a modalidade aconteceu na praia de Carcavelos, perto de onde reside:

 “É um de dois locais da região de Lisboa onde se pratica diariamente. Fui uma vez e comecei a interessar-me. Tornou-se quase um vício”. João Agostinho apercebeu-se logo, pela “bagagem” que transportava do ténis, que ainda ia a tempo de “evoluir e conseguir competir a um nível interessante”.

Tem feito o seu percurso. É um atleta respeitado no circuito nacional e adora a valência do ténis na areia.

Que não tem muito a ver com o ténis tradicional, mas também não é um ‘bicho de sete cabeças’.

“Quando nos habituamos a movimentar na areia, não é um desporto onde ser percorram muitas distâncias. É um desporto mais de reação. Também de explosão, para chegarmos o mais cedo possível à bola. Mas, não há sprints loucos. Permite uma longevidade boa a um nível interessante”.

Entende que “Proença-a-Nova e a etapa internacional que aqui se joga durante uma semana”, pode constituir uma alavanca para fazer da variante tenística de praia, um desporto a todo o território. E deixa um exemplo: “O Brasil, que a seguir à Itália, é uma das mecas do beach tennis, não necessita de estar na praia para jogar. Há cidades a 500 quilómetros do litoral em que o ténis de praia está muito presente. Existem dezenas de arenas onde as pessoas praticam”.

João Agostinho deixa até um desafio: porque não Castelo Branco, a sua cidade, dar o passo seguinte: “É uma cidade com boas infraestruturas desportivas. E que gosta de apostar no desporto. O jogo é muito divertido e ainda não vi ninguém que tenha experimentado e não tenha gostado”.

“A criação de espaços para jogar é essencial. Castelo Branco poderá encontrar aqui um recurso atrativo, mesmo em termos turísticos. Tem todas as condições para isso. E, como acontece no padel, o beach tennis tem uma valência social. Nem toda a gente aprecia a vertente mais competitiva, como se joga aqui [Proença-a-Nova], num torneio ITF, mas que adora a parte lúdica. Conviver, jogar e ter um bar para conversar…”, remata Agostinho.

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