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Karaté: Um novo impulso para a modalidade em Castelo Branco

Artur Jorge - 17/12/2018 - 17:54

Modalidade começava a asfixiar na Horta d’Alva. Há um novo espaço contratualizado. Obras vão começar brevemente. “Um grande projeto”, diz o mestre.

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Prenda para a modalidade chega numa altura decisiva

É uma lufada de ar fresco que oxigena o karaté em Castelo Branco. A modalidade vai contar com um novo e amplo espaço no primeiro trimestre de 2019, cumprindo um sonho do mestre Joaquim Salgueiro. A novidade foi transmitida ao Reconquista no decurso do convívio de Natal realizado no último sábado, no Pavilhão Municipal de Castelo Branco.

As atuais instalações da Escola, na Horta d’Alva, estavam a asfixiar o crescimento deste desporto, pela exiguidade das mesmas. O responsável da Associação há muito tempo que vinha reclamando uma maior atenção das entidades para o crescente número de praticantes e para a derrota que seria não conseguir perceber e responder afirmativamente aos sinais. Não havia mais tempo a perder. “Tinha de arriscar. Porque há riscos neste passo. Mas se não o fizesse ficaria sempre a pensar que o deveria ter feito. É um sonho que vai ser concretizado”, refere Joaquim Salgueiro.

Da autarquia chegou um feedback positivo e o mestre entende que estão agora reunidas as condições para avançar para “este grande projeto”. Um projeto que não se vai esgotar no karaté. “O espaço é enorme. Para além das classes que já temos e do parakaraté, queremos introduzir o karaté sénior, para a 3.ª idade. E outras modalidades”.

A nova casa fica situada na Rua António Rodrigues Cardoso, uma transversal à Avenida Humberto Delgado. O contrato foi rubricado no início da semana e já há ideias para adaptação do espaço às valências que estão em perspetiva. Joaquim Salgueiro destaca a centralidade da localização e as dimensões. “Vamos realizar obras. As ideias para o seu funcionamento existem, mas têm de ser mais amadurecidas”, explica, sem esconder o entusiasmo do momento. “Ao longo destes anos, não tenho ‘piado’ muito. Desenvolvi o meu trabalho e tentei sempre o melhor para os atletas. Chegou uma altura em que tive de confrontar as pessoas. Porque o karaté quer crescer. E mostrar serviço”, sublinha.
Pelo mesmo diapasão alinha João Pires. “É a pensar nas pessoas que este passo está a ser dado. O mestre tem visto tanta potencialidade nos jovens, que era uma pena estar de braços atados pelo espaço. Há potencial, há ideias e uma vontade enorme de envolver a cidade nas atividades”, remata aquele membro da estrutura.

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