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Kristin: CIMBB e Estrutura de Missão alinham estratégia

Reconquista - 10/09/2026 - 8:00

Região registou 2272 candidaturas, que correspondem a 74,33 milhões de euros de prejuízos. As autoridades já aprovaram 57,34 milhões de euros para apoiar o território.

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Apoios aliviam as finanças dos municípios

A Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB) reuniu segunda-feira, dia 7 de setembro, com Paulo Fernandes, coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, para alinhar a estratégia de reconstrução pós-depressão Kristin e garantir a viabilidade financeira para essa intervenção. As CIMBB submeteu 2272 candidaturas, que correspondem a 74,33 milhões de euros em prejuízos. Desse montante global solicitado, as autoridades já aprovaram 57,34 milhões de euros para apoiar a recuperação do território.

Além da articulação para a aplicação desses 57,34 milhões, que vai apoiar famílias na reconstrução de habitações e empresas, foi também definida a estratégia de acesso ao Fundo de Emergência Municipal (FEM), que, até 30 de novembro, financiará até 60 por cento das obras públicas, sendo os restantes 40 por cento assegurados por uma linha de crédito do Banco Europeu de Investimento (BEI), o que vai evitar “a rutura financeira das autarquias”.

Olhando para os oito municípios que compõem a CIMBB, “a Sertã lidera em volume de processos, com 1136 candidaturas (23,78 milhões solicitados e 17,06 milhões aprovados); Idanha-a-Nova regista o maior impacto financeiro da região, com 23,01 milhões de euros validados, face aos 27,43 milhões pedidos; Proença-a-Nova candidatou 396 processos e viu aprovados 5,98 milhões de euros, de 7,43 milhões solicitados; Oleiros, com 194 casos garantiu 3,37 milhões, de 4,09 milhões pedidos; Vila de Rei contabiliza 260 candidaturas e 3,32 milhões de euros aprovados, de um total de 4,53 milhões; Castelo Branco reuniu 57 processos, somando 2,18 milhões de euros aprovados, de 3,09 milhões em pedidos; Vila Velha de Ródão apresentou 128 candidaturas e garantiu 1,66 milhões de euros, de 2,48 milhões solicitado; e Penamacor reportou 10 processos, com 470 mil euros aprovados de um montante inicial de 508 mil euros”.

A maior parte dos processo que entraram na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro diz respeito a recuperação de habitações permanentes, tendo a Beira Baixa registado uma taxa de aprovação de 62,5 por cento, o que se traduz em 1420 candidaturas já validadas, estando as restantes na fase final de conclusão ou sob última avaliação técnica.

João Lobo, presidente do conselho intermunicipal da CIMBB, afirma que “estes números refletem o trabalho exaustivo e a proximidade das autarquias junto das populações e das empresas afetadas”, acrescentando que “o volume de apoios já aprovado é significativo, mas a nossa prioridade absoluta é garantir que as candidaturas ainda em análise sejam validadas com a máxima celeridade, para que a ajuda chegue rapidamente a quem dela precisa para reconstruir a sua vida”.

O também presidente da autarquia de Proença-a-Nova realça que “o FEM é vital para devolver a normalidade ao território, pelo que os oito presidentes de câmara da Beira Baixa estão pessoalmente empenhados e a acompanhar o processo nas respetivas autarquias. Apelamos a todos os municípios e juntas de freguesia que finalizem os seus levantamentos e submetam os processos até ao final de novembro, pois a reabilitação de estradas, redes de abastecimento e equipamentos coletivos não pode esperar”.

Quanto à articulação com a Estrutura de Missão e ao acesso à linha do BEI são “cruciais, porque ao assegurarmos a cobertura dos 40 por cento restantes, tiramos um enorme peso financeiro das costas dos municípios. É a prova de que, com uma estratégia integrada e cooperação institucional, é possível proteger as finanças locais e colocar o foco no que realmente importa: a reconstrução da Beira Baixa com resiliência e segurança”.

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