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Livro Revolução de Abril no Liceu candidato ao Prémio Mário Soares

Reconquista - 02/10/2026 - 9:26

O livro “A Revolução de Abril no Liceu de Castelo Branco” (ed. RVJ Editores) é um dos candidatos a vencer o prémio “Mário Soares, Liberdade e Democracia”, promovido pela Assembleia da República.

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A obra foi produzida em Castelo Branco e apresenta documentos inéditos e originais de há 50 anos atrás

O livro “A Revolução de Abril no Liceu de Castelo Branco” é um dos candidatos a vencer o prémio “Mário Soares, Liberdade e Democracia”, promovido pela Assembleia da República. Com edição da RVJ Editores (a mais antiga editora com sede na cidade albicastrense e presente em todo o país e Espanha), esta obra, coordenada por João Carrega (jornalista), Moisés Fernandes (médico) e Carlos Fernandes (gestor), tem como promotores, além dos coordenadores, Afonso Camões (Jornalista), José Lopes (Juiz Conselheiro), João Goulão (Historiador) e João Ruivo (Professor Universitário).

O livro é um documento histórico, com base no arquivo pessoal do médico Moisés Fernandes (então aluno no Liceu de Castelo Branco), com milhares de documentos do período que antecedeu e sucedeu ao 25 de Abril de 1974 e vividos pelos estudantes do antigo Liceu de Castelo Branco e pelos elementos do primeiro Conselho Diretivo eleito em liberdade.

É um trabalho de investigação histórica, jornalística e de análise à história de uma cidade, onde a Revolução dos Cravos só chegou no comboio das 21h00 do dia 25, com os jornais vespertinos da época. Escrito em língua portuguesa, relata, enquadra e explica um das transformações mais importantes do passado recente nosso país. Com textos escritos na primeira pessoa, apresenta uma considerável seleção de documentos originais e inéditos desse período.

O livro apresenta textos de Afonso Camões, Moisés Fernandes, José Lopes, Josefina Fernandes (Procuradora da República), Carlos Correia (ex-pró-reitor da Universidade Nova de Lisboa), Carlos Fernandes, João Goulão, João Ruivo, José Ramos (Técnico autárquico), Isabel Ceia Moura (Educadora de Infância), Joaquim Duarte (Jornalista), João Carlos Graça (Professor Universitário), João Carrega, Leopoldo Rodrigues (presidente do Município de Castelo Branco) e Maria Adelaide Salvado (Geógrafa).

O Prémio, instituído pela Assembleia da República, pretende reconhecer trabalhos informativos, formativos ou pedagógicos, centrados nos valores sempre defendidos e praticados por Mário Soares, que promovam a formação da opinião pública na importância de um pensamento livre e independente e que contribuam para uma sociedade mais justa, democrática e pluralista.

A obra apresenta também réplicas das moções originais que os estudantes apresentavam na Reuniões Gerais de Alunos (RGA) e termina com uma carta original de Mário Soares.

De referir que o livro tem tido um grande impacto na comunidade, tendo sido distribuído, de forma gratuita, pela Câmara de Castelo Branco, no encontro de antigos alunos do Liceu de Castelo Branco. Além deste trabalho foram admitidos ao Prémio mais 27 trabalhos de diferentes áreas, mas com o mesmo propósito. Este é o único que incide sobre a cidade albicastrense e, desta, leva a liberdade ao país.

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