Organização confiante na qualidade e segurança da prova
Vila Velha de Ródão volta a ser capital da motonáutica, mas desta vez ao mais alto nível, para acolher, de 30 de setembro a 4 de outubro, duas das três etapas do Campeonato do Mundial de Fórmula 2 (F2), a segunda maior categoria da modalidade de barcos de competição (powerboating). A prova é organizada pela Federação Portuguesa de Motonáutica (FPM9), em parceria com a Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão e com o apoio da Liqui Moly, parceira oficial desta competição que está inserida no calendário da União Internacional de Motonáutica.
Durante estes dias entrem em competição nas águas do Tejo os melhores do mundo da modalidade. Mas o destaque vai para o facto de aqui se consagrar o campeão do mundo e que, pela primeira vez, o título pode ser arrecadado por um português, já que Duarte Benavente, da F1Atlanticteam, venceu a primeira etapa, dia 19, na Lituânia.
“É com entusiasmo que recebemos aqui uma prova do Campeonato do Mundo, não só pela projeção mundial que implica para o concelho em termos de promoção do território, mas também porque se trata de um reconhecimento do potencial desta zona do Tejo para a realização de desportos náuticos”, explicou Luís Pereira, presidente, do município, na apresentação da prova aos jornalistas, terça-feira, dia 29 de setembro.
O autarca sublinha que este “é um momento único para o desporto náutico, para a FPM, para a história, para a paisagem, para a gastronomia, para a promoção do território”. Agradece à organização ter escolhido Vila Velha de Ródão para este evento, mas agradece em especial a Duarte Benavente, que “aceitou também ser um dos embaixadores das Terras de Oiro”.
Nesta que é a porta de entrada do Tejo em Portugal, Paulo Ferreira, presidente da FPM, revela que se apaixonou por Vila Velha de Ródão desde a primeira vez que aqui esteve. “Encantou-me mesmo. É o melhor cenário que existe em Portugal para estes eventos e, ainda por cima, fica no interior”, assumindo-se como um acérrimo defensor do interior e da descentralização de eventos para este tipo de território. “Não é um grande centro, é uma pequena vila, onde a autarquia nos apoia incondicionalmente, mas o nosso budget mais reduzido, mas com o apoio do município e dos patrocinadores cá estamos. É mais difícil? É. Mas é possível? É. E é possível fazer uma boa competição, temos aqui condições excelentes e temos a melhor organização”, frisa Paulo Ferreira, tal como não esconde que sonha que Portugal venha a liderar as competições mundiais da modalidade. “Sonho e vou tentar”, reitera.
CAMPEÃO Paulo Ferreira afirmou ainda que este evento “beneficia Vila Velha de Ródão, mas também toda a região, pois se nestes dias alguém quiser alugar uma cama neste ou nos concelhos vizinhos não há, pois estão todas as unidades lotadas”.
Quanto à prova, “prometi no ano passado trazer uma etapa do campeonato do mundo para Vila Velha de Ródão e trouxemos duas, prometi trazer para cá os melhores do mundo e estão cá os melhores do mundo. Temos aqui a nata da motonáutica para brindar o público com a mais alta velocidade do powerboating”.
Paulo Ferreira sente-se realizado com a conjugação de todos estes ingredientes, mas ainda lhe falta mais um. “Falta-me apenas ter um campeão do mundo”, sublinha.
Um campeão que espera seja Duarte Benavente, o vencedor da primeira etapa e que referiu ser um gosto poder competir no seu país. “A vitória na Lituánia foi boa, mas nada está decidido, pois estão muitos pontos ainda em jogo em Vila Velha de Ródão e só no domingo se fazem as contas”, explica, afirmando que não sente, contudo, essa pressão. “Não sinto pressão por neste momento liderar. Sinto a pressão é quando não lidero”.
Este ano a pandemia obrigou a algumas alterações e a organização abdicou de 350 mil euros para a Fórmula 1, para que esse dinheiro fosse investido em ventiladores.
No ano passado, a estreia em Vila Velha de Ródão “houve um público entusiasta”, algo que espera se repita. Porém, “haverá um cumprimento escrupuloso de todas as normas de segurança e sanitárias. Não facilitaremos um milímetro sequer perante a ameaça que é a Covid-19”. Embora não esteja englobada na classificação de risco médio ou alto, não sendo por isso necessária autorização expressa da Direção Geral da Saúde (DGS), foi elaborado um plano de contingência de acordo com todas as normas, diretrizes e orientações daquele organismo, tendo a prova apoio médico, em constante sintonia com as autoridades de saúde. Da mesma forma, todos os intervenientes, nacionais e estrangeiros, serão alvo de testagem à presença de Covid-19, por forma a dissipar quaisquer fontes de propagação da doença no evento.