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A consulta pública da Central Solar Fotovoltaica de Sophia e das respetivas linhas de alta tensão reuniu cerca de 12 mil contribuições, um número recorde neste tipo de consulta.
A consulta abriu a 10 de outubro e terminou esta quinta-feira, dia 20 de novembro.
O projeto que envolve os concelhos de Idanha-a-Nova, Penamacor e Fundão está a provocar forte contestação na região, com as câmaras municipais destes três concelhos a manifestarem a oposição ao projeto.
A Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa também deu conta da oposição ao projeto, depois de ter reunido no dia 11 os oito presidentes de câmara do seu território.
“A pretensão da entidade promotora do projeto corresponde à previsão de ocupação, nos concelhos de Idanha-a-Nova e de Penamacor, de uma área vedada superior a 13,4 km2, uma superfície de 309 hectares com módulos fotovoltaicos e entre 3 e 5 km de extensão de linhas de transporte de eletricidade, com a respetiva área de faixas de servidão (Penamacor). É, pois, um projeto que tem enormes impactes na comunidade e no território da Beira Baixa”, comunicou a comunidade.
Os presidentes dos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão manifestaram “uma posição desfavorável”, alegando “que a transição energética deve decorrer de forma equilibrada”, respeitando a paisagem protegida, o geoparque mundial e as Bio-Regiões.
Para a Beira Baixa, a “significativa e contínua extensão da área que se prevê artificializar” provocará uma “incontestável degradação da paisagem”.
A Naturtejo também dá parecer negativo, fundamentado “na ausência de garantias quanto ao cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal para a proteção do Ambiente, do Património e da Paisagem”.
Acresce ainda “a inexistência de estudos sobre os impactes cumulativos dos projetos de energias renováveis na região e a falta de um plano de desenvolvimento socioeconómico sustentável que assegure o equilíbrio territorial”.
O PCP do distrito de Castelo Branco também assumiu a oposição ao projeto Sophia e ainda ao Beira, dos mesmos promotores, alegando que “não servem nem os interesses do distrito nem do país”, pressionando “os solos agrícolas e áreas ambientalmente sensíveis” e afetando “a paisagem e a identidade cultural das aldeias”.
Os comunistas deixam um apelo às autarquias e ao Governo “para que suspendam os processos de licenciamento em curso e assegurem que futuras centrais fotovoltaicas sejam instaladas em zonas onde os impactos negativos sejam minimizados”.
A Lighthouse BP, que promove este projeto, reafirma que o investimento de cerca de 590 milhões de euros converte eucaliptal em montado de sobro e azinho, protege a protege o ambiente, preservando a totalidade dos solos da Reserva Agrícola Nacional.
“O objetivo é conciliar a produção de energia renovável com a valorização ambiental do território e benefícios duradouros para as comunidades locais. Para garantir que estes benefícios se concretizam no terreno e que o projeto deixa um legado positivo no território, o Sophia integra um conjunto robusto de medidas de proteção ambiental e valorização da paisagem”, argumenta.
Tudo isto para deixar bem presente toda a indignação relacionada com o USO ABUSIVO DOS MAIS FRÁGEIS. Há décadas que que os concelhos de Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor (entre outros evidentemente) não existem para o poder central, quando reconhecemos que estas gentes merecem ser valorizadas de forma digna tal como todas as outras. NÃO SE LEMBREM AGORA DE NÓS, APENAS PARA NOS TIRAREM O POUCO DE BOM QUE TEMOS POR CÁ DESDE SEMPRE - VIVER DE MÃO DADAS COM A NATUREZA..
NÃO À SOPHIA!!!!!! DEFINITIVAMENTE NÃO A ESTA SOHIA NEM A OUTRAS SOPHIAS DO GÉNERO!!!!
POR FAVOR DEIXEM-NOS EM PAZ!
VALORIZAMOS NÓS E O PLANETA AGRADEÇE.