Este site utiliza cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Saiba mais

Projeto Sophia: Consulta pública com 12 mil participações

Reconquista - 20/11/2025 - 17:00

Consulta pública da central solar terminou com número recorde de opiniões. Comunidade da Beira Baixa, Naturtejo e PCP juntam-se aos opositores. Empresa reafirma salvaguarda ambiental.

Partilhar:

Foto arquivo

 

A consulta pública da Central Solar Fotovoltaica de Sophia e das respetivas linhas de alta tensão reuniu cerca de 12 mil contribuições, um número recorde neste tipo de consulta.

A consulta abriu a 10 de outubro e terminou esta quinta-feira, dia 20 de novembro.

O projeto que envolve os concelhos de Idanha-a-Nova, Penamacor e Fundão está a provocar forte contestação na região, com as câmaras municipais destes três concelhos a manifestarem a oposição ao projeto.

A Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa também deu conta da oposição ao projeto, depois de ter reunido no dia 11 os oito presidentes de câmara do seu território.

“A pretensão da entidade promotora do projeto corresponde à previsão de ocupação, nos concelhos de Idanha-a-Nova e de Penamacor, de uma área vedada superior a 13,4 km2, uma superfície de 309 hectares com módulos fotovoltaicos e entre 3 e 5 km de extensão de linhas de transporte de eletricidade, com a respetiva área de faixas de servidão (Penamacor). É, pois, um projeto que tem enormes impactes na comunidade e no território da Beira Baixa”, comunicou a comunidade.

Os presidentes dos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão manifestaram “uma posição desfavorável”, alegando “que a transição energética deve decorrer de forma equilibrada”, respeitando a paisagem protegida, o geoparque mundial e as Bio-Regiões.

Para a Beira Baixa, a “significativa e contínua extensão da área que se prevê artificializar” provocará uma “incontestável degradação da paisagem”.

A Naturtejo também dá parecer negativo, fundamentado “na ausência de garantias quanto ao cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal para a proteção do Ambiente, do Património e da Paisagem”.

Acresce ainda “a inexistência de estudos sobre os impactes cumulativos dos projetos de energias renováveis na região e a falta de um plano de desenvolvimento socioeconómico sustentável que assegure o equilíbrio territorial”.

O PCP do distrito de Castelo Branco também assumiu a oposição ao projeto Sophia e ainda ao Beira, dos mesmos promotores, alegando que “não servem nem os interesses do distrito nem do país”, pressionando “os solos agrícolas e áreas ambientalmente sensíveis” e afetando “a paisagem e a identidade cultural das aldeias”.

Os comunistas deixam um apelo às autarquias e ao Governo “para que suspendam os processos de licenciamento em curso e assegurem que futuras centrais fotovoltaicas sejam instaladas em zonas onde os impactos negativos sejam minimizados”.

A Lighthouse BP, que promove este projeto, reafirma que o investimento de cerca de 590 milhões de euros converte eucaliptal em montado de sobro e azinho, protege a protege o ambiente, preservando a totalidade dos solos da Reserva Agrícola Nacional.

“O objetivo é conciliar a produção de energia renovável com a valorização ambiental do território e benefícios duradouros para as comunidades locais. Para garantir que estes benefícios se concretizam no terreno e que o projeto deixa um legado positivo no território, o Sophia integra um conjunto robusto de medidas de proteção ambiental e valorização da paisagem”, argumenta.

COMENTÁRIOS

António Saraiva
No ano passado
Com orgulho nasci no interior de Portugal. Por cá fiz todo o meu percurso escolar/académico. Fruto da desigualdade de oportunidades fui obrigado a deixar o meu Interior para para trabalhar, mas sempre ligado à Beira Baixa e com a vontade imensa de voltar. Assim foi, regressei simplesmente porque prefiro viver aqui. Não troco esta qualidade de vida por nada, embora tenha a noção do esquecimento que todo o Interior do país tem vivido gradualmente de ano para ano ...
Tudo isto para deixar bem presente toda a indignação relacionada com o USO ABUSIVO DOS MAIS FRÁGEIS. Há décadas que que os concelhos de Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor (entre outros evidentemente) não existem para o poder central, quando reconhecemos que estas gentes merecem ser valorizadas de forma digna tal como todas as outras. NÃO SE LEMBREM AGORA DE NÓS, APENAS PARA NOS TIRAREM O POUCO DE BOM QUE TEMOS POR CÁ DESDE SEMPRE - VIVER DE MÃO DADAS COM A NATUREZA..
NÃO À SOPHIA!!!!!! DEFINITIVAMENTE NÃO A ESTA SOHIA NEM A OUTRAS SOPHIAS DO GÉNERO!!!!
POR FAVOR DEIXEM-NOS EM PAZ!
VALORIZAMOS NÓS E O PLANETA AGRADEÇE.
Maria Conceição Almeida Costa Oliveira
No ano passado
Sou contra o abate e desflorestação e abate de árvores, para a construção do projeto Sofisa. Não às paisagens cheias de paneis solates e destruição do meio ambiente. A vegetação é necessária e muito importante para o ser humano. Não, não e não ao projeto Sofia...
Maria Rita do Espírito Santo
No ano passado
«O quase deserto Portugal interior que, com desdém, se dizia ser só paisagem, despertou agora a cobiça dos insaciáveis poderosos, a quem só os lucros financeiros interessam.
O bem estar e a saúde das populações, que os sucessivos governos vêm abandonando, que se lixem!...
São poucos e velhos não vão confrontar-nos... - Terão eles pensado. Enganaram-se.
Todos a uma só voz: NÃO!...Mil vezes não!...
Batemos o record de participações no "Participa". Uma Petição Pública dirigida aos Srs. Presidente da República, Presidente da Assembleia da República e à Assembleia da República, que até ao momento angariou 16 870 assinaturas.
Não queremos os nossos campos pintados de negro e semeados de postes com cabos de alta tensão.
Suba-se ao castelo de Idanha ou Monsanto, observe-se a maravilhosa paisagem que de lá se avista. Admirem a nossa extensa campina, tão linda nas suas mil tonalidades, serpenteada de canais de rega com origem na Barragem Marechal Carmona, o seu arvoredo, onde repousam e chilreiam os pássaros num habitat que lhes é favorável!...
Coloquem no vosso olhar, o coração e a alma dos idanhenses, que na sua campina, inventam o seu mar.
Não destruam o que a natureza tão generosamente nos deu!»
JMarques
No ano passado
AS CM de C. Branco e Idanha-a-Nova não dizem nada sobre o assunto, será por interesses ou covardia ?
Caladinhos que nem ratos!
Porque será?
JMarques
No ano passado
POVO DA BEIRA!
LEVANTA-TE!
Contra essa barbaridade hedionda e mostra do que és feito, de GRANITO RIJO E MORENO.