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Retratos: 31!

JC - 28/05/2026 - 9:00

- “Queremos a Estrada do 31! Queremos a Estrada do 31! Já chega de promessas e de não fazerem nenhum!”. As palavras de ordem foram proferidas na manifestação das Termas do Montinho, paredes meias com os vizinhos castelhanos que também vieram à concentração. - “¡Es hora, es hora, para el camino del 31! la Nación Lusitana no ha hecho ninguno!”, acrescentavam os irmãos do outro lado da fronteira que já têm construída a autoestrada quase na sua totalidade.

A concentração reuniu centenas de cidadãos, mas quem vive na Termas estava à espera de mais gente. - “Disseram-nos que viriam autocarros cheios de solidariedade a partir do Burgo e da sua Área Metropolitana, mas não veio nenhum. De Castella, sim, até vieram com os capacetes na cabeça, prontos para começar uma obra pela qual se espera há 50 anos”, referia, entre os vivas ao 31, Nocas, antigo contrabandista de café e bombazines. - “Os diferentes governos só têm empurrado com a barriga. Só Filósofo concretizou obras na nossa região. Lebre parou-as todas e até a barragem do Aflito suspendeu. Tosta foi dizendo que sim de forma efusiva para o povo, mas sem efeitos práticos para empresa Estradas Lusitanas”, acrescentava Ludomir, filho de mãe lusitana e pai castelhano.

- “Infelizmente quem nos governa não quer saber de nós. O Laranjal está no Governo e os seus apoiantes, com ceguite aguda, em vez de exigirem a sua construção, acusam o Roseiral de por lá ter passado e nada ter feito. Por sua vez o Roseiral, criticou a Aliança Doméstica (AD) de não colocar dinheiro no Orçamento de Estado. E assim andamos, às guerras de políticos lusitanos, muitos dos quais sem saber onde ficam as nossas Termas”, acrescentou Nocas.

A manifestação prosseguia com gritos de ordem, mas sem a chama de outras em que os sindicatos colocam alma. - “Sem Estrada do 31 não vamos a lado nenhum! Sem a Estrada do 31 não vamos a lado nenhum!”, entoava um dos lados da concentração. - “Queremos a estrada do 31! Queremos a estrada do 31! e também queremos caramelos!”, respondia o setor oposto, perante o olhar atento e incrédulo da Brigada do Reumático que, à semelhança de muitas outras associações, não foi convidada para integrar o Fórum da Esperança.

- “Assim vai ser um 31”, concluiu Jeremias, presidente da BR, lamentando o facto de a concentração meter pouco povo e muita política.

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