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Retratos: Cabaz

JC - 30/03/2023 - 9:58

Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, considera a aplicação da taxa zero no IVA - Imposto sobre os Valiosos Alimentos uma medida justa e que peca por não abranger outros alimentos. – “Pois bem, vamos pagar menos impostos na compra do pão, batata, massa, arroz, cebola, tomate, couve-flor, alface, brócolos, cenoura, curgete, alho francês, abóbora, grelinhos, couve lusitana, espinafres, nabo, feijão encarnado e do frade, grão, ervilhas, maçãs, banana, laranja, pera, melão, leite, iogurtes, queijo, carne, bacalhau, sardinha e carapau, atum em lata, dourada, cavala e ovos. Mas também no azeite, nos óleos vegetais e na manteiga”, esclareceu o líder da BR.
- “É de facto um cabaz equilibrado, onde todos cabem. Os omnívoros, os carnívoros, os piscívoros, vegetarianos ou vegans. E sempre é melhor pagar menos do que pagar mais”, referiu Godofredo, o secretário-geral da BR, que ainda assim lamenta a não inclusão do tinto do Burgo, das feijoquinhas, do malte fermentado e do cabrito da região.
Jeremias, Godofredo e Evaristo, o presidente do Conselho Fiscal, reuniram-se na noite de terça-feira, para avaliar o impacto das medidas adotadas pelo Governo da Nação Lusitana. - “Com este cabaz ninguém passa fome. Haja é dinheiro para comprar os alimentos!”, reforçaram, enquanto explicavam que “a maioria dos associados da Brigada do Reumático tem reformas baixas, pelo que toda a ajuda é bem-vinda.
- “O que não percebemos é o modo como os comentadores, e alguns jornalistas, olham para a medida e a criticam, porque se está a poupar pouco. Parece que anda tudo doido. É melhor poupar pouco que nada. Será que ainda não perceberam que as pessoas não têm dinheiro! Deviam era fazer trabalhos a informar o povo que ao comprar uma dúzia de ovos, uma couve lusitana, um quilo de batatas e três postas de bacalhau, está a replicar uma ceia de Natal, e com o dinheiro que poupa do imposto pode comprar o pão”, criticou Jeremias.
- “Essa é que é a verdade. E o Burgo deveria ter isso em atenção! O povo não tem dinheiro e começa a estar deprimido. E agora, na Villa até a música é a pagar! Já nem no verão temos aqueles concertos nas Dokas abertos a quem tem dinheiro e a quem não tem”, disse Fagum, residente no Burgo vai para 50 anos e com uma reforma que não ultrapassa os 400 eres.
- “É caso para dizer, a música quando nasce não é para todos”, respondeu Josefina, que perante tanta inflação não tem dinheiro para ir ao festival da solidariedade...
JC

 

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