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Retratos: Festa

JC - 27/04/2023 - 9:32

Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, considera que o convívio promovido, durante a romaria do Burgo, pela sua coletividade sem fins lucrativos foi um sucesso. - “Conseguimos reunir várias dezenas de associados. Não faltou comida, nem bebida, nem boa disposição. E como manda a tradição, fomos à missa. No final, ainda andámos, todos, no carrossel dos animais”, referia, na manhã de quarta-feira, ainda com as costas doridas de tanto trabalho.
- “Foi duro mas valeu a pena”, acrescentou Godofredo, secretário-geral da BR, que depois do convívio avisou os companheiros e camaradas da Brigada que iria tirar uns dias de descanso.
- “Fazes muito bem, até porque para já não temos qualquer obra para fiscalizar no Burgo. Longe vão os tempos em que não tínhamos mãos a medir”, retorquiu Evaristo, presidente do Conselho Fiscal, que com Jeremias e Godofredo acompanharam as grandes empreitadas realizadas na Villa como a demolição do edifício dos telefones, a requalificação do Cine Burgo, das Dokas e do parque, a construção dos túneis, do largo D. João, das variantes, do centro de transportes, da grande casa da cultura contemporânea, do parque da estação, da fábrica criativa, da reserva das Barrocas, do kartódromo, ou do parque da Cruz do Estava a Ver que Não, entre muitos outros.
- “Teremos que aguardar por novas empreitadas e concursos para voltarmos ao terreno. Até lá podes tirar umas merecidas férias”, anuiu Jeremias.
- “Mas vou tirar só uns dias, que quero ir às festas. À do queijo, agora com um nome estrangeiro para potenciar a internacionalização, mas que deixa ativos do Burgo de fora com a aposta em promoções alheias, e as outras das nossas terras. São eventos importantes que merecem a nossa atenção”, esclareceu Godofredo.
- “E à música de verão, não vais?”, questionou Evaristo.
- “A vida está difícil, a reforma diminuiu com a inflação e nem o IVA a zero me permite gastar tanto dinheiro para assistir aos espetáculos. Antigamente ainda nos divertíamos nas Dokas e de forma gratuita. Mas irei à Villa Cains, na festa do queijo...”, concluiu Godofredo ainda a digerir os abusos da liberdade de expressão do nosso país...

JC

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