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Retratos: MAMUBER

JC - 19/03/2026 - 9:00

Docente, presidente do Burgo, considera que o governo da Nação Lusitana não está a cumprir com as suas responsabilidades. -“Ainda nem pagaram as verbas para fazer face aos fogos de verão e já estamos a tratar dos custos da tempestade Cristina”, disse, em plena Reunião Magna do Burgo, em resposta à proposta da coligação Infinital para ser criada uma comissão de avaliação e inspeção.
-“O que temos assistido é muitas palavras e poucos atos”, disse Jeremias, o líder da Brigada do Reumático que foi confrontado com a possibilidade do Hospital do Burgo vir a perder urgências e outras especialidades. -“Diz-se que a ministra reuniu com os representantes do povo e basicamente elogiou a unidade hospitalar da Villa Cava Beirã e criticou a do nosso Condado por não apresentar projetos ousados”, reforçou.
-“São sinais preocupantes de quem não conhece o terreno, nem as suas distâncias físicas e temporais. Não tarda muito vão dizer que não faz sentido ter tantos hospitais com os mesmos serviços”, criticou Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da BR, que viveu na pele o encerramento de outros serviços na sua terra: -“primeiro fecharam os postos das cartas, depois o da Guarda Lusitana, o de Saúde e o dos Impostos. Foi uma razia, com a promessa que tudo se resolveria na Villa. Puro engano, pois no Burgo também acabaram com serviços! E o que fez o povo? Nada! Limita-se a escrever mal no Takebook”, lamentou.
-“Deviamos fazer o que a Plataforma Anti-Portagens fez. Estarmos juntos em propósitos comuns, deixando as cores partidárias e coligadas de fora. Se preciso for, faremos tocar as buzinas da indignação, na defesa dos nossos direitos e serviços”, disse Godofredo, secretário-geral da BR, que teme a implementação das chamadas “MAMUBER, maternidades móveis em formato de uber em que as futuras mamãs, através de uma aplicação, escolhem o tipo de viatura e maca em que querem ter o seu bebé a caminho de um hospital que tenha urgência aberta e camas disponíveis”.
-“Estás-te a rir, mas já faltou mais. Como diz o amigo Azdrubal, vendedor ambulante: abre o olho, abre o olho”, concluiu Jeremias, enquanto pagava a rodada de café para recordar os tempos em que ao balcão se faziam negócios de palha para os bovinos...

 

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