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Retratos: Narrativa

JC - 11/05/2023 - 10:19

Jeremias, presidente da Brigada do Reumático, considera a maledicência uma pandemia que está a afetar a sociedade lusitana, a que o Burgo não é imune. – “As redes sociais potenciam isso mesmo. Há uns anos atrás atribui esse fenómeno àquilo que muitos especialistas chamam de «cotovelite aguda». Mas essa efermidade evoluiu e aquilo a que assistimos é a linchamentos públicos e acusatórios”, explicou.
- “Pois, disso não tenho dúvidas. É uma espécie de perseguições sob a capa da imaculada verdade, mas apresentando-a com dissimulações e narrativas que a transformam num cenário de verborreia digital a que muita comunicação social às vezes adere”, acrescentou Godofredo, secretário geral da BR, que já fez levar o recado a quem de direito que não é com ameaças de bufos acusatórios, que vão conseguir o que querem.
- “E o que é que querem?”, perguntou Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da BR.
- “Querem mandar”, respondeu Jeremias, explicando que “quando se quer mandar e não se manda, há que lançar a suspeição, via mensageiros que parecem estar a soldo, sobre aqueles que pensam diferente, que com trabalho e honestidade fazem a sua vida ou que de alguma forma deram mostras de ser líderes”.
- “É um caso que merece a atenção da Brigada do Reumático”, assegurou Godofredo, que a esse propósito decidiu promover uma formação gratuita dirigida a todos os associados, sobre como avaliar notícias e narrativas ficcionadas que passam como se fossem verdadeiras.
- “É algo que toda a sociedade precisa. Acima de tudo temos que pensar pela nossa cabeça e não por aquilo que nos querem fazer passar”, concluiu Evaristo, consciente que esse é um processo difícil e demorado, dependendo das narrativas…

JC

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