A Brigada do Reumático acaba de lançar uma campanha de defesa da saúde no território, depois de ter tido conhecimento da decisão da tutela em não autorizar a contratação de médicos para a Junta Local de Saúde da Área Metropolitana do Burgo. - “Perante este cenário, não nos resta outra alternativa à Convocatória de toda a população para que faça ouvir a sua voz”, disse Jeremias, o presidente da BR.
- “A situação é de emergência”, prosseguiu Godofredo, secretário-geral da BR, que recentemente foi confrontado com o facto de não haver ambulâncias de emergência médica disponíveis no Burgo. - “Uma situação que se repete com frequência”, acrescentou.
- “Então, não nos dão médicos e também nos tiram as ambulâncias?”, questionou Tristão, enfermeiro da velha guarda, aposentado há cerca de 10 anos, mas com uma visão muito própria da saúde no Burgo.
- “É verdade! E aquilo que dizem aos familiares dos doentes é que sejam eles, nos carros próprios, a fazer o transporte”, respondeu Godofredo.
- “No passado lançámos a campanha ‘quero nascer no Burgo’, agora iremos lançar o projeto queremos sobreviver no território, a que chamamos SOS Burgo”, adiantou Jeremias, consciente dos perigos que o governo Laranjo/Populista está a criar na saúde da região.
- “Isto só tende a piorar. As maternidades são cada vez mais as ambulâncias, mas se elas faltam, onde vão as nossas mulheres dar à luz?! E o país que precisa de tantos filhos…”, referiu Evaristo, presidente do Conselho Fiscal da BR, que validou a proposta de Jeremias.
- “O grande problema é que a narrativa que chega ao povo leva a que este se demita de defender os seus direitos. As urgências fecham-se sem qualquer tipo de contestação. E a lenga-lenga que no privado é que é bom passa para a opinião pública que aceita de bom grado uma teoria que apenas pretende acabar com o acesso livre e democrático aos cuidados de saúde”, concluiu Jeremias, enquanto apontava no caderno de ideias urgentes os próximos passos da campanha ‘SOS Burgo - com aspirinas já lá não vamos’…