"Se vamos fazer a promoção imediata de um miúdo, vamos criar expetativas, o pai e os amigos vão perguntar porque é que ele não joga… quando não tem condições para jogar."
Não é a primeira vez que o faz, mas Ricardo Costa voltou a falar dos jovens que são integrados na estrutura sénior dos clubes.
E recuou, até, ao passado do Alcains, na era do seu progenitor, Valter Costa.
“O ano passado, numa época de grande responsabilidade desportiva, sete miúdos fizeram um total de 72 jogos! É a verdadeira promoção dos jovens. Este ano vai ser igual. Teremos 14/15 seniores e sete juniores. Que fazem parte do plantel e são eles que me vão dizer quantos minutos irão ter. Estão cá para receberem a mentalidade certa. Para dentro de dois anos, possivelmente, poderem ser uma parte importante”.
O treinador recuou, então, ao passado: “Élio, Lima, Bruno, Esfarrapa, Pacheco, passaram aqui dois anos a treinar até fazerem um jogo. Não havia redes sociais, ninguém sabia onde estavam. Mas depois foram dez anos titulares. É assim que têm de ser lançados".
"Se vamos fazer a promoção imediata de um miúdo, vamos criar expetativas, o pai e os amigos vão perguntar porque é que ele não joga… quando não tem condições para jogar. Não sabem gerir isso e os miúdos perdem-se dessa forma. Quando falam de promoção, tenham cuidado! Os miúdos, muitas vezes, ainda não têm a personalidade criada, ainda é tudo muito desconhecido para eles e depois acabam por se perder…”, adverte o treinador do CD Alcains.