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Salva a Terra: Festival regressa este ano entre os dias 25 e 28

Reconquista - 08/06/2026 - 10:53

Ecologia, sustentabilidade e diálogo multidisciplinar e intercultural são preocupações do festival.

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Foto captada pela organização na edição de 2024

O Salva a Terra Ecofestival está de regresso à localidade de Salvaterra do Extremo, no concelho de Idanha-a-Nova. A edição deste ano realiza-se entre os dias 25 e 28 de junho, prevendo-se que a iniciativa receba músicos, artistas, oficinas, conversas, dança e sessões de ioga, para além de uma feira de produtos biológicos, como foi divulgado pela organização.

Durante quatro dias, pretende-se criar uma consciência mais ecológica e ambiental, promovendo a distribuição dos seus lucros a favor do CERAS (Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens), sediado em Castelo Branco. A ecologia, a sustentabilidade e o diálogo multidisciplinar e intercultural são também preocupações do festival que traz participantes de Portugal, Espanha, Finlândia, Irão, Geórgia, Marrocos e Índia.

Emmy Curl, CABRA, Orfeão de Leiria, Bia Maria, Curcumbia, Sitar Jugalbandi e dois momentos DJ, com Soundsisters Morocco e Rádio Barraka, são alguns dos nomes presentes no festival que se irá desenrolar em cinco palcos (Terra, Pelourinho, Igreja, Misericórdia e Lusco-Fusco). Além da programação musical, oferece também uma programação paralela com oficinas de música e dança, ou yoga. A Quercus preparou um conjunto de iniciativas que incluem jogos pedagógicos, oficinas familiares, caminhadas e conversas, dirigidas a todas as idades.

O concerto de abertura terá lugar no dia 25 de junho, às 21H00, na Igreja Matriz com Sussurros do Levante, trio que explora repertórios tradicionais ibéricos através da sanfona, viola braguesa e adufe. De seguida, o Palco Pelourinho acolhe emmy Curl, distinguida em 2025 com o Prémio José Afonso pelo álbum «Pastoral». A primeira noite encerra no Palco Terra com Bandua e Idalina Gameiro, projeto que cruza música eletrónica e tradição oral portuguesa.

Nos dias seguintes, atuam nomes como Bia Maria, Ana Pinhal, MariaSilva & Coro do Salva, Radio Barraka e o coletivo CABRA, com Efrén López, Juanfran Ballestero, Carlos Ramírez e Isabel Martín. Curcumbia aproxima ritmos latino-americanos e sonoridades festivas inspiradas na cumbia; enquanto, do Porto, chega Balklavalhau, um grupo que percorre repertórios balcânicos e mediterrânicos e que junta músicos de diferentes nacionalidades. O Palco Lusco-Fusco dará também voz a Rumi & Shams, projeto liderado por Mostafa Taleb, dedicado à música clássica persa; assim como a Sitar Jugalbandi, da Índia, concerto centrado na tradição clássica do sitar e da tabla, e ainda a uma viagem meditativa e sensorial conduzida por Bruno Teixeira, multi-instrumentista e musicoterapeuta.

A organização destaca a parceria com o Kaustinen Folk Festival Finlandia, com os violinistas Erkki Virkkala & Iikka Huntus e o bailarino e músico Viljami Timonen. Da Geórgia chega Didgori Ensemble que traz a tradição da polifonia georgiana, reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. O grupo Soundsisters Morocco aproxima harmonias vocais marroquinas, ritmos gnawa e tradições musicais do norte de África através de uma abordagem contemporânea construída a partir de repertórios tradicionais.

O dia 27 de junho ficará marcado pelo «The Digital Dimension of the Network of UNESCO Cultural Spaces (DigitICH)», uma iniciativa internacional dedicada à preservação e divulgação do património cultural imaterial, reunindo sonoridades da Letónia, Estónia, Finlândia, Geórgia, Itália, Croácia, Macedónia do Norte e Eslováquia.

O encerramento acontece a 28 de junho, às 20H30, com «Sons da Terra e da Tradição», espetáculo criado pelo Orfeão de Leiria em colaboração com as Adufeiras de Idanha-a-Nova, combinando património imaterial, criação contemporânea e memória coletiva.

À semelhança das edições anteriores, a entrada no festival é livre, assim como o campismo.

A iniciativa é coorganizada pelo Município de Idanha-a-Nova (Cidade Criativa UNESCO na Música), pela União das Freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo e pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza.

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