Programa dos Profissionais de Educação Física está a convencer a comunidade albicastrernse
Boas sensações. Fim de tarde de terça-feira, cheira a verão. O espelho de água da lagoa não acompanha as cores do quadro que o envolve. Estamos no Parque Urbano de Castelo Branco. Corre-se, caminha-se. Trata-se do corpo e da mente.
Acerta-se o passo com estilos de vida saudáveis. O programa da Associação de Profissionais de Educação Física e da autarquia albicastrense, está melhor que nunca. São já cerca de cem os que não dispensam este verdadeiro serviço público. Chegam três caras novas. Facilmente se integram.
Uma equipa de oito profissionais faz a monitorização. "Mais de noventa por cento entra na zona alvo, que é o que se pretende", adianta João Paulo Ramalho.
Transpira-se bem-estar. A expressão dos rostos não engana. "Estou sempre à espera que cheguem terças e sextas!", exclama Isabel Ramalhinho. Aos 81 anos, o Acerte o Passo é um medicamento. "Para mim é maravilhoso. Até com sombrinha venho quando está a chover. Faço caminhada e yoga", acrescenta por entre um elogio rasgado aos professores.
O presidente da Apefcb destaca a convivência e os princípio de cooperação.
Maria de Lurdes Rodrigues, 75 anos, sente-se feliz no programa. Faz 4 km de caminhada e não perde os alongamentos. "Quando não venho sinto-me empedernida. Faz-me muita falta". À conta do "hábito" já foi fazer caminhadas a Vila Velha de Ródão e ao Louriçal. É um objetivo dos responsáveis. Colocar as pessoas a participar em caminhadas organizadas.
Envelhecimento ativo. Teresa Martins, 74 anos, esteve um período sem aparecer. Foi operada à vista. "Não vim durante algum tempo e os meus joelhos ressentiram-se. Até as atividades primárias realiza com mais destreza.
"Têm aqui uma palavra amiga, dedicamos-lhes tempo e ouvidos", explícita Pedro Coelho, o professor que já fez toda a costa portuguesa a pé. A sua experiência desportiva constitui uma motivação forte para quem chega.
A estrutura do Acerte o Passo está instalada no edifício da lagoa. "Não queremos que isto seja um centro de treino. Isso é para os clubes. A pretensão é que as pessoas façam uma atividade de qualidade, sejam acompanhadas e adquiram hábitos ativos", sublinha João Ramalho.
Maria Luísa Amaro, 48 anos, é jovem no Acerte o Passo. Está rendida à essência da proposta. Após um dia de trabalho fechada no escritório, sente uma sensação de liberdade. "Só o ar que se respira!", desabafa. Caminhava de passo feito com o marido, mas o acompanhamento profissional do Acerte o Passo avaliou que a atividade "não estava a ser benéfica nem para mim, nem para ele" pela diferença de passada. Agora cada um potencia o treino à sua medida e os resultados "são notórios".
O Acerte o Passo é gratuito. João Soares, 66 anos, é veterano no programa. Já tinha hábitos de prática desportiva, mas junto da equipa da Apefcb encontrou alicerces de equilíbrio. "O controlo é uma mais-valia" e incide sobre a frequência cardíaca, a diabetes, tensão arterial...". Faz corrida, caminha com a esposa e é dos mais assíduos.
Compromisso. "Há aqui alguém que ajuda, monitoriza, aconselha, avalia. E que desperta as pessoas para a importância de uma atividade regular. Com qualidade", conclui João Paulo Ramalho.