Neste pós-confinamento o fenómeno das séries associadas a jogos eletrónicos com conteúdos violentos está a ser notícia em Portugal pela influência negativa que tem nas crianças e jovens. Tanto este fenómeno, como outros que não param de surgir, precisam ser controlados e, se é nas escolas que as nossas crianças e jovens passam mais tempo, a integração no seu currículo de uma área que os oriente é urgente. Essa área já existe e abrange no seu conteúdo competências essenciais ao crescimento saudável das crianças e jovens. Trata-se da área de Animação Sociocultural, com as suas metodologias de intervenção sociais e educativas.
Esta área trabalha competências fundamentais para o desenvolvimento das crianças, incutindo-lhes regras e valores através de estratégias lúdicas, ou seja, aprendem brincando. Mas, numa sociedade em constante transformação, até as brincadeiras das crianças têm de ser orientadas para que não percam o prazer de brincar, de conviver, de socializar. Esta área proporciona atividades para desenvolver a autonomia e gerir as emoções de forma saudável. É nosso dever identificar, prevenir e resolver as problemáticas comportamentais que tanto afetam as crianças e que têm uma influência direta no seu crescimento.
Com provas dadas nas escolas onde foi implementada por técnicos superiores de animação, a área de Animação Sociocultural pode ser a solução para preservar a saúde, física e mental, dos futuros cidadãos e, consequentemente, da nossa sociedade. Mas, como com tudo o que se relaciona com a educação em Portugal, falta vontade e abertura política.
Bruno Trindade
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