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Apelo: Leonor precisa um transplante de medula urgente

Lídia Barata - 03/09/2026 - 16:30

A família e amigos da pequena Leonor, que fará dois anos em outubro, estão a apelar a quem tem entre 18 e 35 anos para se inscreverem no banco de dadores.  

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Leonor precisa fazer um transplante até dezembro

Chama-se Leonor, tem quase dois anos de idade e precisa de um transplante de medula óssea até ao final do ano. 
Nesta corrida contra o tempo, os pais, amigo e restantes familiares, alguns deles em Castelo Branco, têm-se desdobrado em contactos e partilhas a apelar à boa vontade de quem tenha condição para ser dador. 
Para ajudar, basta ter entre 18 e 35 anos de idade, inscrever-se na plataforma do Instituto Português do Sangue (IPS) como dador, preenchendo um formulário e escolhendo o local para dar uma pequena amostra do seu sangue, um teste rápido, indolor, mas que pode salvar vidas.
“A inscrição não significa que vão necessariamente ser chamados para doar. Só serão contactados se existir compatibilidade com alguém que precise de um transplante. Não saberemos se serão compatíveis, mas quanto mais pessoas se inscreverem, maior a possibilidade de encontrarmos um dador para a Leonor”, dizem os pais no seu apelo.
Nesta sua curta vida, Leonor já passou por vários tratamentos e até já teve um período de melhoras, mas “teve uma recaída muito grande. Em três semanas, a doença subiu de forma galopante, o que quer dizer que o cancro voltou, mais forte e resistente, num corpo que está mais debilitado por toda a quimioterapia que tem levado”. 
Os pais já delinearam com os médicos do Instituto Português de Oncologia (IPO) os passos que se seguem. “Daqui para a frente já não vamos seguir nenhum protocolo - segundo os médicos agora é o protocolo da Leonor. Vamos vendo a resposta e percebendo o que se vai fazendo”, partilham os pais. 
O objetivo principal “é prepará-la para o transplante, que só pode ser feito quando a doença estiver abaixo de 0,1 por cento. Ou seja, agora temos de ver que tratamentos vão ser eficazes para isso acontecer”. 
Perante este cenário, toda a ajuda importa, nesta corrida contra o tempo, num tempo em que se reitera que pequenos gestos para quem os tem, podem significar grandes feitos para quem os recebe.   

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