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IC31: Aliança desiludida com reunião em Lisboa

José Furtado - 03/09/2026 - 16:41

Responsável da Junta de Extremadura considera "ilógico" avançar com troço espanhol enquanto os dois países não acordarem a ponte internacional.

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Aliança luso-espanhola tem promovido várias ações em defesa da obra. Foto arquivo

 

A Aliança Territorial Europeia (ATE) Norte de Extremadura e Beira Baixa manifestou-se desagradada com as conclusões da reunião de quarta-feira entre a Junta de Extremadura e o Governo de Portugal para discutir as ligações transfronteiriças, entre as quais o IC31.

Em comunicado, a ATE “rejeita categoricamente a suspensão do início das obras da "Autovía de la Esperanza", anunciada pelo conselheiro das Infraestruturas, Francisco Ramírez, sob o pretexto do impasse da Ponte Internacional do Erges”, representando o que caracteriza como “um duro golpe na mobilidade, na competitividade empresarial, no emprego, no turismo ibérico e no combate ao despovoamento dos territórios do interior”.

O comunicado da Junta da Extremadura publicado após este encontro não transmite esta posição, mas em declarações ao diário espanhol El Periódico de Extremadura o conselheiro considera “ilógico” avançar com o que falta da obra do lado espanhol enquanto os dois países não definirem a construção da ponte internacional sobre o rio Erges, junto a Termas de Monfortinho.

No final desta reunião em Lisboa soube-se que o Governo português está disponível para avançar com um acordo bilateral na próxima cimeira luso-espanhola.

A ATE exige que a Junta de Extremadura e o Governo de Portugal assumam um compromisso orçamental em 2027 para o início dos dois primeiros troços entre Moraleja a Cilleros (Espanha) e entre Alcains a Proença-a-Velha (Portugal).

Exigem ainda aos ministros espanhóis dos Negócios Estrangeiros e dos Transportes “máxima rapidez na tramitação do Acordo Internacional para a Ponte sobre o rio Erges, bem como uma reunião urgente nas próximas semanas com a Junta da Extremadura para assegurar a conclusão da ligação até ao final de 2029”.

Rejeitam ainda a cobrança de portagens nos troços portugueses.

A organização reafirma que não parará "até ouvir o barulho das máquinas" e marcou para 16 de setembro uma reunião em Castelo Branco para definir as próximas ações.

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